Vasco deve contar com Leandro Castan para enfrentar a Ponte Preta e tentar retomar caminho para Série A

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Leandro Castan e Vasco, de certa forma, possuem trajetórias bem parecidas. Estão entrelaçados na dura busca por um final feliz. O zagueiro procura reta final de carreira digna de ser lembrada, mais condizente com o auge vivido nos tempos de Corinthians e Roma do que com o drama de 2014, quando foi diagnosticado com cavernoma, uma má-formação vascular no lado esquerdo do cérebro. Já o clube, visa o retorno à primeira divisão, que possa significar a tão adiada recuperação da grandeza perdida. Neste domingo, às 16h, contra a Ponte Preta, os dois terão mais uma chance de se ajudarem.

Afinal, vencer esta tarde em São Januário deixa ambos um pouco mais próximos do que desejam. Leandro Castan tem contrato com o Vasco até 2022. Se quiser cumpri-lo até o fim, melhor que seja disputando a Série A ano que vem. Se for do interesse dele respirar novos ares ao fim deste ano, a possibilidade de se transferir para um bom clube diminui caso o jogador entre para a história como parte do elenco que pela primeira vez não conseguiu levar o time da Colina de volta à elite. Para veteranos como ele — fará 35 anos em novembro — esse tipo de feito negativo pode fazer a diferença.

Para o Vasco, somente a vitória interessa porque outro resultado diferente pode ter impacto a curto, médio e longo prazo. Lisca, depois da derrota para o Operário (PR), deixou clara a necessidade de reforços para o time. Entretanto, até agora, o clube não conseguiu anunciar nenhuma contratação. Se perder, não há certeza de que o treinador resistirá ao ímpeto de pedir demissão.

As chances de acesso à Série A, de acordo com o Departamento de Matemática da UFMG, já são de apenas 10,7 %, com pouco mais de um turno disputado. O Vasco precisa vencer para não ver a probabilidade diminuir ainda mais e ficar na dependência de uma arrancada altamente improvável nas últimas rodadas.

Não subir este ano, para o Vasco, trará um atraso no plano de recuperação financeira que a diretoria promete implementar que colocará em xeque a própria recuperação em si. E subir passa por uma vitória hoje.

Para a partida contra a Ponte Preta, há expectativa grande em torno do que o Vasco apresentará em termos de jogo. Primeiro porque Lisca finalmente teve uma semana inteira livre para treinar. A rotina de dois jogos por semana limitou o trabalho de campo, obrigou o técnico a priorizar o descanso e as orientações apenas teóricas.

Segundo porque o treinador, além de reclamar da falta de experiência da equipe para jogar a segunda divisão, deixou claro após a derrota para o Operário que tinha dúvidas sobre como orientar a equipe para a partida seguinte. Segundo ele, a ideia de fazer do Vasco um time com linhas mais altas e proposta mais ofensiva claramente não estava funcionando. Pode ser que a equipe, mesmo em São Januário, tenha postura mais conservadora para tentar o gol em contra-ataques.

Em termos de escalação, o Vasco terá a volta de Castan, que estava lesionado, e os desfalques de Romulo, Morato e Sarrafiore. O ataque deverá ser formado por Léo Jabá, Cano e Gabriel Pec.

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