Vasco: eleições correm com tranquilidade no Calabouço

O Globo
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Convocadas para este sábado, por meio de votação online, as eleições do Vasco acontecem marcadas por um clima de tranquilidade. Na sede do Calabouço, no Centro do Rio, onde foram instalados totens para torcedores que não dispusessem de acesso à internet, os sócios não tiveram dificuldades para votar. O processo começou às 9h e tem encerramento previsto às 22h.

Os candidatos Julio Brant (Sempre Vasco) e Jorge Salgado (Mais Vasco) acompanham amistosamente o processo. Os dois foram os únicos a disputar o pleito deste sábado, após Alexandre Campello, Sérgio Frias e Luiz Roberto Leven Siano retirarem suas candidaturas. Até o fechamento desta edição, 2.907 sócios já haviam votado. Pouco mais de três mil estavam aptos a participar do processo eleitoral.

A eleição de ontem é contestada judicialmente por Leven Siano. O candidato teve a maioria dos votos do pleito do último sábado, cujo resultado foi contabilizado mesmo após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspender o processo. Na sexta-feira, o candidato da chapa “Somamos” chegou a ingressar com pedido de mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a votação de ontem, mas a requisição acabou negada pela ministra Cármen Lúcia.

Leven também entrou com pedido de reconsideração da decisão do STJ que suspendeu a eleição do último sábado (7). O ministro Humberto Martins, responsável pela decisão, não a anulou e distribuiu o processo para outro relator, o ministro Ricardo Villas Bôas.

No início da votação de ontem, o presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, apresentou ata paralela pedindo o encerramento do processo eleitoral. O documento foi assinado por Sergio Romay (vice-presidente do Conselho Deliberativo), Alcides Martins (vice-presidente da Assembleia Geral) e Rafael Landa (membro do Conselho Fiscal). Presidente da Assembleia Geral e principal poder no processo eleitoral do clube, Faues Mussa optou por seguir com a votação.

Relembre o imbróglio

Um agravo de instrumento obtido na Justiça por Leven Siano na noite do último dia 6 definiu que as eleições, antes determinadas para este sábado por força de liminar, ocorreriam no dia 7. O processo foi realizado em São Januário.

A votação transcorria até o início da noite do dia 7, quando, por volta de 19h30, uma nova decisão judicial mudou o cenário. Após pedido de Mussa, o STJ concedeu tutela provisória invalidando a decisão de sexta-feira e, por consequência, suspendendo a realização do pleito. Mesmo com a decisão e a retirada das chapas de Brant, Campello e Salgado, a mesa diretora optou por iniciar a contagem dos votos. O processo terminou já na madrugada de domingo, com vitória de Leven, com 1.115 votos.