Vasco empata com o Caracas e avança às oitavas de final da Sul-Americana

Bruno Marinho
·3 minuto de leitura
Venezuela's Caracas Rosmel Villanueva and Brazil's Vasco da Gama Carlinhos (R) vie for the ball during their closed-door Copa Sudamericana second round football match at the Olympic Stadium in Caracas, on November 4, 2020, amid the COVID-19 novel coronavirus pandemic. (Photo by Miguel GUTIERREZ / POOL / AFP) (Photo by MIGUEL GUTIERREZ/POOL/AFP via Getty Images)
Venezuela's Caracas Rosmel Villanueva and Brazil's Vasco da Gama Carlinhos (R) vie for the ball during their closed-door Copa Sudamericana second round football match at the Olympic Stadium in Caracas, on November 4, 2020, amid the COVID-19 novel coronavirus pandemic. (Photo by Miguel GUTIERREZ / POOL / AFP) (Photo by MIGUEL GUTIERREZ/POOL/AFP via Getty Images)

Ricardo Sá Pinto não teve medo de desconstruir o que está (mal) construído. Se o que virá dessa metamorfose será bom, ou se tamanha guinada na equipe não passou de uma experiência isolada, é cedo para dizer. Nesta quarta-feira, esse novo Vasco jogou o suficiente para cumprir seu papel: o empate em 0 a 0 com o Caracas levou o time às oitavas de final da Sul-Americana.

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Na próxima fase, enfrentará o Defensa y Justicia, adversário argentino que promete trazer mais dificuldades que a equipe venezuelana. Até lá, o técnico português do Vasco terá tempo para refletir sobre o que tentou na partida desta quarta.

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Foram mudanças de escalação e de esquema tático. Ricardo Sá Pinto colocou o Vasco para jogar com três zagueiros e transformou os laterais em alas. Yago Pikachu e Neto Borges viraram titulares e participaram de boas chances de gol.

Com o meio de campo congestionado, o Ricardo Sá Pinto liberou Benítez para a criação. Carlinhos também teve alguns momentos positivos. O jogador foi o responsável pelas duas finalizações mais perigosas da equipe. Na primeira, parou no goleiro do Caracas. Na segunda, isolou a bola.

No ataque, trocou o substituto imediato de Germán Cano, que segue lesionado. Em vez de Lucas Ribamar, escalou Tiago Reis, autor do gol na partida de ida — vitória por 1 a 0 — e responsável direto pela classificação. Em alguns momentos, ele se mostrou isolado demais na frente, sem ter com quem tabelar, uma vez que Sá Pinto optou por deixar Talles Magno e Vinícius no banco. Quando teve a chance de finalizar, cabeceou bem e balançou as redes, mas o gol foi anulado por impedimento.

A impressão que o Vasco deu é de que as possibilidades da equipe ficaram maiores depois dos reforços contratados e da chegada de Sá Pinto. O problema é que, mesmo com alguns contratados com mais recursos e com uma tentativa de organização por parte do treinador, falta ainda o passo seguinte, o das jogadas trabalhadas, o das chances de gol que não são fruto de jogadas de bola parada.

Quando é assim, é difícil manter uma regularidade durante os 90 minutos somente à base de vontade. No segundo tempo, depois de bom começo, a equipe gradativamente passou a ser ameaçada pelo Caracas. Fernando Miguel apareceu bem e garantiu o empate da classificação.

As boas defesas do goleiro deram ao Vasco mais R$ 2,8 milhões. Antes de seguir para as oitavas da Sul-Americana, o time terá um novo compromisso pelo Campeonato Brasileiro: a partida de domingo, contra o Palmeiras, em São Januário.

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