Vasco encara Sampaio Corrêa movimentando multidões e dividindo corações longe do Rio

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Virou rotina. Nos últimos dias, o elenco do Vasco tem convivido com recepções calorosas nas chegadas às cidades em que atuará pela Série B. A primeira foi em Aracaju-SE, no último dia 1º. Na madrugada de ontem, os jogadores voltaram a ser recebidos por dezenas de torcedores no aeroporto de São Luís-MA, onde o cruz-maltino enfrenta o Sampaio Corrêa neste sábado, às 21h, no Castelão, pela 29ª rodada.

Tanto carinho vem em meio a uma campanha irregular na Série B, que cresceu apenas nas últimas rodadas, com as chegadas do meia Nenê e do técnico Fernando Diniz. A dimensão nacional da torcida do Vasco, apontada em pesquisas como uma das cinco maiores do Brasil, se intensifica quando a equipe joga em cidades e estados e que não costuma atuar. Foi o caso de Sergipe, onde o cruz-maltino não pisava há 13 anos.

— A paixão que o torcedor tem é uma coisa espetacular. A gente viu no último final de semana. Aracaju é muito longe do Rio de Janeiro e teve muita gente e com muito carinho — disse Nenê, um dos mais festejados na chegada da delegação a São Luís, em entrevista à “Vasco TV”.

Além da paixão nacional pelo cruz-maltino, uma boa parcela de torcedores divide o carinho com times da própria região. Com o setor visitante tendo grande procura, a diretoria do Sampaio liberou o uso de camisas de outras equipes nas arquibancadas.

— Gosto do Sampaio Corrêa, é o time da região, mas quando enfrenta o Vasco, não tem como — diz o representante comercial Rogério Lima.

Alvos de críticas e provocações, os “torcedores mistos”, aqueles que torcem para times locais e fora da região, são 41,4 milhões, segundo pesquisa de 2017 do Ibope Repucom.

O fenômeno iniciou na década de 70, quando os jogos do Rio de Janeiro começaram a ser transmitidos para o Norte e o Nordeste. Hoje, é comum encontrar até quem torça por uma equipe brasileiro e também da Europeu.

O Nordeste é a região com mais torcedores mistos. Lá, eles são 48%, a maioria homem. O Norte e o Centro-Oeste vêm atrás, com 37% cada.

— Sou da época do Romário. Quando o Paysandu e o Vasco se enfrentam, o coração fica dividido, pois amo os dois clubes. Um empate em 0 a 0 ou 1 a 1 fica todo mundo feliz — conta Affonso Júnior Costa, torcedor cruz-maltino e do time paraense.

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