Vasco já admite que processo de venda da SAF vai atrasar após decisão judicial e teme perder janela de transferências

A decisão judicial que determinou a interrupção do processo de criação e venda da SAF do Vasco para a 777 Partners e o acesso, por parte do sócio, ao contrato assinado entre clube e grupo americano vai atrasar a previsão anterior da diretoria para finalizar o negócio, é o que acredita o cruz-maltino.

Expectativa: Alex Teixeira começa treinos segunda-feira e estreia depende de evolução

Salto financeiro: Vasco tem meta de receita em R$ 600 milhões após três anos de SAF

Inicialmente, o Vasco trabalhava com a hipótese de conseguir convocar a Assembleia Geral Extraordinária para o próximo dia 30. Proibido de seguir com as etapas do rito, como a convocação e a realização de novas sessões no Conselho Deliberativo, além da própria convocação da AGE, o clube vê a data como inviável.

O departamento jurídico do clube já trabalha na elaboração do recurso para tentar derrubar a liminar, mas até o começo desta sexta-feira, o Vasco não tinha sido notificado. O cruz-maltino precisa esperar a notificação para dar entrada com o recurso, o que pode acontecer, no cenário mais próximo, na segunda-feira.

Em seguida, o clube terá de esperar a Justiça aceitar ou não o recurso sobre a liminar. Em caso positivo, deverá dar continuidade ao rito para a venda da SAF para a 777 Partners.

Receio de perder a janela

Com o atraso, o Vasco teme que a SAF seja concluída com pouco tempo para a 777 aproveitar a janela de transferências que vai se abrir na próxima segunda-feira, durando até o dia 15 de agosto. A ideia era finalizar o processo a tempo de o grupo americano ter condições de ir ao mercado atrás de reforços para o time para o restante da Série B.

O clube tem mantido contato constante com os executivos da 777 para explicar o problema na Justiça. A hipótese de Vasco e grupo americano acatarem a decisão da liminar e abrir o contrato assinado entre as partes para o quadro social está descartada.

Chiquinho reprova liminar

O atraso no processo de criação e venda da SAF do Vasco ocorre em decorrência de uma ação de autoria da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio. A atuação acabou gerando crise dentro da comissão. De acordo com o deputado estadual Chiquinho da Mangueira (Solidariedade), membro do grupo, o deputado Fábio Silva (DEM), presidente da comissão, decidiu pela ação na Justiça sem consultar os outros integrantes.

Chiquinho da Mangueira é benemérito do Vasco e se disse a favor da criação e venda da SAF do cruz-maltino para a 777 Partners. Ele se prontificou a ajudar o clube na elaboração da defesa para tentar derrubar a decisão judicial e afirmou que estuda a viabilidade de os outros membros da comissão, juntos, retirarem a ação inicial.

- Foi uma decisão monocrática, que não poderia acontecer. Não vai ser dentro da Alerj que vão manchar meu nome no Vasco. O deputado Fábio Silva fez o que fez sozinho, no último dia antes do recesso legislativo. Não sei o que ele queria com isso. A Alerj deve legislar, não se mexer no processo de uma entidade particular, como o Vasco. Acionei a presidência da assembleia para termos um encontro. Quero tentar chegar a um acordo com o deputado Fábio antes de entrar com uma ação contra ele - afirmou.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos