Vasco: Leven Siano termina em primeiro em votação marcada por suspensão judicial e desistência de três candidatos

Bruno Marinho
·3 minuto de leitura

Foi na madrugada de domingo que o sábado eleitoral do Vasco terminou. Em um pleito marcado por decisão do Superior Tribunal de Justiça que suspendeu a validade da eleição, o candidato Luiz Roberto Leven Siano, da chapa "Somamos", terminou com o maior número de votos para presidente do clube.

O resultado foi anunciado por volta das 4h30 da manhã. A mesa diretora da Assembleia Geral, entretanto, optou por não declarar o candidato vencedor, justamente por causa da suspensão do pleito.

Luiz Roberto Leven Siano teve 1.115 votos, 921 de Jorge Salgado, contra 862 de Julio Brant, 336 de Alexandre Campello e 153 de Sérgio Frias. Houve ainda 15 votos brancos e quatro nulos.

Depois do resultado, Leven Siano comemorou o resultado e afirmou que vai à Justiça para confirmar o resultado:

- Vamos resolver, na segunda-feira, vamos cassar a liminar e ser confirmado como presidente do Vasco. Estou preparado para enfrentar qualquer desafio no Judiciário para me tornar presidente do Vasco.

A eleição do Vasco, inicialmente marcada para o dia 14, no formato online, graças à liminar obtida por Faues Mussa, presidente da Assembleia Geral, foi antecipada para o sábado na sexta-feira à noite, quando um agravo de instrumento obtido por Leven Siano mudou a data e também determinou eleição online.

Às pressas, o clube preparou São Januário e as chapas colocaram suas campanhas na rua, enquanto que Faues Mussa tentava derrubar o agravo de Leven Siano.

Com os ânimos exaltados, o que inclui uma queixa de agressão a Luis Manuel Fernandes, apoiador de Leven Siano, por parte de um apoiador de Julio Brant, o pleito transcorreu até que, por volta das 19h30, Mussa conseguiu decisão anulando a ação de Leven Siano.

O presidente da Assembleia Geral decretou a eleição suspensa e se retirou de São Januário. Pouco depois, a chapa "Sempre Vasco", de Julio Brant, seguiu o mesmo caminho, retirando suas cédulas da votação.

A diretoria do Vasco se mostrou preocupada, desde o início, com a decisão da mesa diretora da Assembleia Geral, de retomar a votação, por temer o descumprimento de ordem judicial.

Com a votação retomada, as chapas "No Rumo Certo", de Alexandre Campello, e "Mais Vasco", de Jorge Salgado, decidiram também abandonar o pleito e retirar suas cédulas, alegando que consideravam a eleição suspeita.

Foi quando ocorreu o momento de maior tensão com uma dura discussão entre Campello e Leven Siano, com trocas de xingamentos.

Pouco depois, com a votação retomada e apenas dois dos cinco candidatos a considerando legítima - Leven Siano e Sérgio Frias -, o ginásio de São Januário teve as luzes apagadas.

Foi quando o Assembleia Geral esteve a ponto de terminar. A votação foi encerrada, as urnas, lacradas e a mesa diretora tentou, sem sucesso encontrar um local onde pudesse armazenar os votos.

Sem conseguir, e já com a iluminação no ginásio de São Januário restaurada, a solução encontrada foi a contagem, iniciada às 2h.

Por ora, fica valendo a decisão judicial que suspendeu a eleição ocorrida neste sábado e que remarca o pleito para o dia 14.

Há uma divergência quanto ao formato. Enquanto que Faues Mussa ainda defende que a votação seja online, partidários da chapa de Leven Siano consideram que a decisão que suspendeu a eleição deste sábado ratificou o formato presencial como o que deve ser adotado na eleição.

Na madrugada, enquanto a Assembleia Geral ainda estava sendo realizada, Mussa divulgou uma nota em que afirmou que procuraria os candidatos à presidência do Vasco para tentar "obter algum consenso em torno da AGO".

Leven Siano, por sua vez, prometeu expulsar Mussa do quadro social do clube:

- Ele não é imparcial, nem isento. Ele merece ser expulso do Vasco.