Vasco perde para o São Paulo e vê sonho da Libertadores ainda mais longe

Guarín lamenta durante derrota do Vasco para o São Paulo

Na contramão do ânimo pela adesão ao programa de sócios está o que o Vasco faz em campo nas últimas duas partidas pelo Brasileirão. Desde que buscou aquele 4 a 4 contra o Flamengo, duas frustrações. A mais recente contra o São Paulo, no Morumbi, pela derrota de 1 a 0.

Faltando três rodadas para o fim da Série A, o resultado deixa a ambição de Libertadores em 2020 em um sonho ainda mais complicado. O cruz-maltino estacionou nos 44 pontos, nem sequer consegue chegar à parte de cima da tabela e agora está a sete pontos do Internacional, que hoje fecha o G8.

No tropeço diante do São Paulo, a boa notícia foi a presença de Luxemburgo à beira do campo, após uma raspagem do tumor no nariz. Mas o Vasco não teve nada mais a comemorar. E olha que o São Paulo de Fernando Diniz não vencia há quatro rodadas. Ele, sim, está mais tranquilo para conseguir a vaga direta na derrota.

O gol que sacramentou a derrota vascaína foi de Antony, uma das revelações do torneio, em um desentendimento de Richard e Henriquez com a bola. Fernando Miguel não teve chance. O goleiro do Vasco, inclusive, fez defesas importantes que evitaram um placar pior.

Lance preocupante envolveu o meio-campo Marcos Júnior, que se chocou com o goleiro Tiago Volpi e apagou no gramado. Ele saiu de campo andando, mas o protocolo de concussão prevê substituição nesses casos.

Muita coisa faltou ao Vasco, além da atenção defensiva. Na construção, os jogadores pareceram muito distantes entre si. Não foi um Vasco intenso, e isso pode ter relação com a ausência de Rossi, que sentiu o tornozelo direito no treino da véspera da partida.

— O São Paulo é qualificado. Tentamos, mas as oportunidades não apareceram — disse o atacante Lucas Ribamar, que entrou após o problema com Marcos Júnior.

Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Cruzeiro, que ainda vive a desesperadora ameaça do rebaixamento