Vasco permite que pessoas trans usem seus nomes sociais na carteira de sócio

Marcello Neves
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No Dia Internacional da Visibilidade Trans, o Vasco chama atenção para a possibilidade de associados trans poderem utilizar seus nomes sociais na carteirinha de sócio do Clube, em qualquer modalidade (sócio-torcedor ou estatutário). Cruz-Maltino lançará ações para que pessoas trans, e a comunidade LGBTQIA+ no geral, sejam incluídas no dia a dia do clube.

Este movimento faz parte da criação de uma política perene que tem sido desenvolvida pelo Departamento de Responsabilidade Social e História do Clube, desta vez em parceria com a Vice-Presidência de Comunicação (Secretaria).

Com os números registrados em 2020, o Brasil segue na liderança do ranking mundial de assassinatos de pessoas trans no mundo, posição que ocupa desde 2008, conforme dados internacionais da ONG Transgender Europe (TGEU). Entre 2017 e 2020, quando a Antra começou a publicar o dossiê anual, foram contabilizados 641 assassinatos de pessoas trans no Brasil.

O número de mortes em 2020 é superior ao registrado em 2019 (124) e 2018 (163), e ligeiramente inferior ao registrado em 2017 (179), de acordo com o levantamento feito pela em parceria com o Instituto Brasileiro Trans de Educação (IBTE). Além disso, no ano passado, foram registradas 77 tentativas de homicídio em relação à população trans no país.