Vasco tem meta de receita em R$ 600 milhões após três anos de SAF

O Vasco tenta avançar com as discussões internas que antecedem a votação do sócio referente à SAF. A comissão do Conselho Deliberativo segue com reuniões agendadas para analisar pontos do contrato assinado com a 777 Partners.

Um dos aspectos mais importantes diz respeito às metas esportivas e financeiras que a SAF deverá atingir, depois que o grupo americano assumir seu controle. No compromisso, ficou acertado que, ao fim dos três primeiros anos de criação, a empresa deverá ter a capacidade de trabalhar com a geração de receitas na casa dos R$ 600 milhões anuais.

Na estimativa vascaína, o número deve colocar o clube entre os cinco de maior receita do país. A título de comparação, em 2021, o Corinthians foi o quinto com maior arrecadação bruta, cerca de R$ 503 milhões.

A expectativa é que os R$ 700 milhões investidos ao longo dos três primeiros anos sejam suficientes para promover esse salto na receita vascaína. Ano passado, ela esteve na casa dos R$ 186 milhões.

Com esse aumento na arrecadação, ficaram estabelecidas metas esportivas no contrato. A lógica é que, depois desses três anos de investimento obrigatório, a SAF alcançará sustentabilidade que permita a manutenção de um time de futebol competitivo, a obtenção de dividendos para os acionistas, o pagamento das dívidas do clube associativo, e o pagamento de royalties e aluguel para uso de São Januário por parte da SAF.

O preço a ser pago pela empresa a ser criada para alugar o estádio foi questionado por alguns sócios e conselheiros — cerca de R$ 1 milhão por ano. Nas conversas, a diretoria contra-argumenta que na conta deve ser levado em consideração o fato de que a SAF ficará responsável por todo custo de manutenção de São Januário, algo que onera o clube anualmente na casa dos milhões de reais.

O Vasco precisa avançar com a pauta dentro do Conselho Deliberativo e de Beneméritos antes da convocação da Assembleia Geral Extraordinária, na qual os sócios ratificarão ou não o contrato assinado com a 777 Partners.

Diante das cobranças por mais transparência no processo, o clube cogita criar uma audiência pública para torcedores e sócios do Vasco, sobre o contrato com o grupo americano. Entretanto, a hipótese pode retardar o processo em andamento. A ideia do Vasco é ter a 777 à frente da SAF já na primeira quinzena de agosto.

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