Vasco traça estratégia para disputar gestão do Maracanã

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O Vasco tem em seus planos ser um dos administradores do Maracanã. O clube aguarda que o governo do estado do Rio de Janeiro divulgue o edital de concessão do estádio, o que deve acontecer nos próximos dias, para elaborar a sua proposta para entrar no páreo.

A ideia, no entanto, não é mudar de casa. A previsão é que o Vasco continue com São Januário e use o Maracanã para jogos com maior possibilidade de público. Além disso, o clube acredita que o estádio é rentável para outras atividades, não apenas o futebol.

O vice-presidente do Vasco, Carlos Roberto Osório, disse que o ideal seria que os quatro grandes do Rio se unissem em um consórcio e administrassem juntos o estádio. Já aconteceram conversas preliminares e, segundo disse, por ora, apenas o Botafogo não tem interesse no estádio, por já ter compromisso com o Nilton Santos. Flamengo e Fluminense são os atuais administradores, por meio de permissão de uso, e pretendem continuar com a gestão.

— Achamos que tem que ter um entendimento entre os quatro clubes. O Maracanã é do povo do Rio — afirmou Carlos Roberto Osório, que, entretanto, não descartou a possibilidade de o Vasco fazer uma proposta sozinho, caso os demais não concordem em uma administração conjunta:

— Nossa prioridade é o entendimento de todos os públicos, mas não descartamos fazer uma parceria com uma empresa do setor privado caso não haja acordo entre os clubes.

O plano do Vasco é manter São Januário para jogos menores e contar com o Maracanã para partidas maiores em que haverá maior concentração de torcedores:

— São Januário, hoje, tem capacidade para receber 22 mil torcedores. Mas o Vasco tem público para colocar 60 mil pessoas no estádio — afirmou Osório.

Reunião com Castro

Tanto Osório quanto o presidente do Vasco, Jorge Salgado, já estiveram com o governador Cláudio Castro há alguns meses. E informalmente, falaram sobre o interesse do clube na administração do Maracanã.

Quem coordena o edital pelo governo estadual é a Secretaria de Casa Civil. Em recente entrevista ao GLOBO, o secretário Nicola Miccione informou que o administrador ficará responsável pelo estádio por 25 anos com a possibilidade de renovar por mais 10.

Um dos pré-requisitos que estará o edital, segundo contou, é que o clube que for administrar o estádio realize, no mínimo, 70 jogos como mandante por ano. A exigência, por ser uma quantidade grande de partidas para um único time, deve fazer com que os clubes entrem em algum acordo, o que aumenta as chances do Vasco em também gerir o Maracanã. Miccione justificou a exigência, ao afirmar que menos jogos do que isso torna a operação do Maracanã deficitária.

— Não temos como ter clubes cariocas mandando jogos em Brasília. Contamos com a volta do público aos estádios no ano que vem, assim que as condições sanitárias permitirem, e apostamos no impacto econômico que cada jogo traz à economia fluminense. Por isso, o novo edital de concessão estabelecerá o número mínimo, por ano, de 70 jogos com mando de campo dos clubes que assumirem a gestão — disse o secretário. — Com menos jogos do que isso, a operação do estádio se torna deficitária, nossos estudos internos comprovam isso. O local não pode ser licitado a quem não pode dar uma garantia mínima de partidas.

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