Vasco x Botafogo: clássico opõe rivais com planos diferentes para voltar a crescer

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Vasco e Botafogo fazem neste domingo, às 16h, um clássico com sabor de despedida. Em 2022, provavelmente estarão em divisões diferentes e somente voltarão a se enfrentar pelo Brasileiro, com sorte, no ano seguinte. Eles seguem caminhos distintos também fora de campo, ainda que o objetivo seja o mesmo: reverter a decadência financeira que arrastou o duelo para a Série B.

O time de São Januário, que ainda alimenta chances de retorno à primeira divisão, opta por uma rota mais conservadora: acredita que, sem mexer no formato de clube associativo, pode frear o endividamento e, ao mesmo tempo, investir mais e melhor no futebol.

Existem duas ideias fortes no Vasco, intimamente ligadas. A primeira é a de que o clube ainda é viável financeiramente, mesmo com o passivo na casa dos R$ 800 milhões em 2020. Trata-se de uma percepção decorrente da segunda ideia, a de que o cruz-maltino é popular o bastante para se reerguer de maneira natural. Deixar a Série B, portanto, torna-se uma urgência, mesmo que hoje isso pareça distante. Entenda em detalhes a estratégia do Vasco, inspirada no rival Flamengo, para voltar a disputar títulos.

— Internamente, tratamos que ainda estamos brigando para voltar para a Série A. É importante frisar isso. Mas, quando faço a visibilidade do fluxo de caixa, é sempre olhando para frente. E um dos cenários que a gente adota nessas projeções é na segunda divisão — explicou o CEO Luiz Mello.

Já o alvinegro, que, se vencer, assumirá a liderança da Série B e ficará ainda mais perto da elite, está disposto a deixar para trás mais de um século de gestão convencional e vender seu departamento de futebol a quem estiver disposto a fazer dele lucrativo e, acima de tudo, vencedor.

O Botafogo defende a transformação em sociedade anônima como caminho inevitável para os grandes clubes brasileiros e diz estar pronto para ser o pioneiro, nos moldes estabelecidos pela Lei da Sociedade Anônima do Futebol, de agosto deste ano. De fato, o ambiente interno é favorável, com a aprovação da mudança pelos conselheiros do clube ainda em 2019. O déficit inferior ao previsto em 2021 é apresentado como prova de bom trabalho da atual gestão e, para completar, a nova legislação traz segurança jurídica para a mudança.

O alvinegro “somente” precisa convencer investidores de que a compra dos ativos do futebol vale a pena mesmo com a dívida que bateu quase R$ 1 bilhão em 2020. Entenda em detalhes a estratégia do Botafogo e o plano para convencer potenciais parceiros.

— Existem incertezas, ninguém no Botafogo está minimizando as dificuldades. Mas estou convencido de que o clube é o mais preparado do Brasil para entrar nessa nova etapa — afirmou o CEO Jorge Braga.

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