Vaticano confirma sétimo caso de coronavírus

O papa Francisco celebra missa privada, transmitida pela internet, na capela da Casa Santa Marta do Vaticano

O Vaticano registrou mais um caso de coronavírus, o que eleva a sete o balanço de infectados no território desde o início da pandemia na Europa, informou nesta quinta-feira o diretor de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

"Aos seis casos comunicados se acrescenta o de um funcionário da Santa Sé, que está isolado desde meados de março porque sua esposa apresentou resultado positivo para Covid-19 depois de prestar serviço no hospital em que trabalha", afirmou Bruni em um comunicado.

O porta-voz afirmou que atualmente funcionam "apenas as atividades essenciais e obrigatórias" das instituições do Vaticano, incluindo os "dicastérios", ou seja, os ministérios da Santa Sé.

Bruni acrescentou que para frear a propagação no Vaticano, onde moram quase 500 pessoas, foram adotadas "medidas oportunas" entre elas "o teletrabalho e turnos de trabalho para proteger a saúde dos funcionários".

Na semana passada, um prelado italiano que vive na mesma residência que o papa Francisco, a Casa Santa Marta, foi diagnosticado com o novo coronavírus, o que provocou grande preocupação com a saúde do pontífice, de 83 anos e com vários problemas físicos.

Em 28 de março, no primeiro comunicado oficial sobre a saúde do papa desde o início da pandemia, o Vaticano confirmou que nem Francisco nem seu colaboradores próximos haviam sido infectados com o coronavírus, depois que foram realizados 170 testes dentro da Santa Sé para detectar a presença de Covid-19.

Bruni explicou na ocasião que após a detecção do caso, a residência papal foi submetida a desinfecções previstas nos protocolos.