Vazamento de mais de 6 mil barris de petróleo contamina Amazônia equatoriana

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O rompimento de um óleoduto em plena Amazônia equatoriana provocou o vazamento de 6.300 barris de petróleo que contaminaram parte de uma reserva ambiental e as águas do rio que abastecem comunidades indígenas na região. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (2). O governo do Equador, até o momento, não divulgou quantas pessoas foram afetadas pela contaminação das águas. Este é o segundo desastre ambiental na região em menos de dois anos.

O desastre aconteceu no Parque Nacional Cayambe-Coca na última sexta-feira (28). Um duto da empresa privada OCP Ecuador se rompeu após o deslizamento de pedras, e milhares de litros de petróleo começaram a jorrar nesta reserva natural que abriga uma grande variedade de fauna e que tem grande importância para o abastecimento hídrico da região.

Seis dias após o vazamento, a empresa afirmou que mais de 80% do petróleo bruto derramado foi recuperado. "5.300 barris de petróleo bruto já foram coletados e reinjetados no sistema", afirmou a empresa em um comunicado.

O incidente aconteceu na região da serra Piedra Fina, a 80 km de Quito e na fronteira entre as províncias amazônicas de Napo e Sucumbíos.

Óleo contaminou água

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, dois hectares da reserva natural foram afetados pelo derramamento de óleo, que também atingiu o rio Coca, um dos principais da Amazônia e que abastece as aldeias indígenas.

Até o momento nem o governo do Equador nem a empresa anunciaram qual é o número de pessoas afetadas pelo desastre. O Ministério do Meio Ambiente apenas afirmou que o vazamento era um evento de “magnitude”.

Em pequenas fazendas próximas ao óleoduto, como a de Benjamin Landazuri, as conseqüências da poluição são visíveis.


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