'Me veio a ideia doida de participar do 'The Voice' para perder o medo de vez', diz Rava

Marcia Disitzer
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Carolina WarsChavsky

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Carolina WarsChavsky

A carioca Rava, participante do 'The Voice Brasil', cresceu no meio musical. Filha do baixista Dunga, a cantora de 26 anos até que tentou seguir outra carreira. "Sou formada em Letras. Demorei a entender que eu gostava mesmo era de música", conta. "Cresci acompanhando os shows, ao lado do meu pai, de Ney Matogrosso e Lulu Santos", diz ela, que, nas audições às cegas, cantou "Trem das Cores", de Caetano Veloso.

A timidez sempre foi o empecilho. "Eu sentia tanta vergonha, era tanto sofrimento, que decidi parar de cantar. Fui trabalhar em editora, mas estava muito infeliz. Resolvi largar o trabalho e enfrentar o medo."

Foi aí que ela teve a ideia de participar do programa. "Para perder o medo de vez", explica.

Fã da MPB e dona de um jeito suave de cantar, na sua próxima participação, dia 24, Rava apresentará uma canção dos Beatles. "O meu repertório é de música brasileira, mas também gosto muito de Lou Reed, David Bowie e Nina Simone", emenda.

No palco, ela prefere aparecer como é na vida. "Tenho pavor de me sentir muito arrumada em qualquer situação. Gosto de usar macacão e pouca maquiagem", diz.

Sobre o seu jeito intimista de cantar, ela diz: "O 'The Voice' é um programa de altas performances, eu me sinto um pouco peixe fora'dágua", confessa. Integrante agora do time Iza, Rava comemora: "Ela também começou a cantar aos 25 anos. Iza tem uma doçura que me deixa confortável. É a musa do Brasil."