Veja: como é que o aço e o carvão abriram caminho para a UE?

A União Europeia, como conhecemos hoje, nasceu do carvão e do aço – no sentido quase literal da expressão.

No início da década de 50, o continente europeu procurava desesperadamente uma garantia para evitar um novo conflito armado. Depois de sofrer a devastação e o derrame de sangue provocado por duas guerras mundiais, a Europa sabia que não podia arcar com uma terceira.

Robert Schuman, na altura ministro dos Negócios Estrangeiros de França, teve uma ideia surpreendente: França e Alemanha Ocidental, dois rivais de longa data, deveriam combinar as produções de carvão e aço.

Ao fundir essas indústrias, essenciais para travar a guerra, o confronto tornar-se-ia "materialmente impossível" e abriria caminho a uma Europa pacífica e unida.

"A Europa não será feita de uma só vez, ou de acordo com um único plano. Será construída através de conquistas concretas que primeiro criam uma solidariedade de fato", disse Schuman em maio de 1950.

Quase um ano depois, a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) foi criada por França, Alemanha Ocidental, Itália, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo.

Os seis países construíram, gradualmente, um mercado conjunto e ininterrupto de carvão e aço, onde os direitos aduaneiros e os subsídios foram abolidos, enquanto cartéis e fusões estavam sujeitos a regras comuns.

Mas a maior conquista da comunidade não foi económica, mas sim política: a CECA ajudou a introduzir o novo conceito de supranacionalismo, a base da União Europeia que conhecemos hoje.

Veja o vídeo acima para saber mais sobre a Comunidade Europeia de Carvão e Aço.

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