Veja como ficou calendário de vacinação das crianças no Rio após mudança

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A vacinação contra a Covid-19 para crianças na cidade do Rio, que contemplaria a faixa etária de 10 anos a partir de amanhã, vai seguir para o público de 11 anos até o próximo sábado. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, a mudança ocorreu devido à insuficiência de doses. As crianças de 5 a 11anos deficientes ou com comorbidades também podem se vacinar. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, ressaltou que o calendário será retomado semana que vem com as crianças de 10 anos. Veja como está o calendário:

Quarta-feira, dia 19 - Repescagem de meninos e meninas de 11 anos

Quinta-feira, dia 20 - Repescagem de meninos e meninas de 11 anos

Sexta-feira, dia 21 - Repescagem de meninos e meninas de 11 anos

Sábado, dia 22 - Repescagem de meninos e meninas de 11 anos

Ontem, no segundo dia de vacinação infantil contra a Covid-19, já faltaram doses em alguns postos do município do Rio. A imunização das crianças começou pelas meninas de 11 anos e, ontem, foi a vez dos meninos.

Mas muitas crianças que foram a locais como a Lona Cultural de Vista Alegre, na Zona Norte, voltaram para casa sem vacina no braço, após a imunização ser suspensa. O problema se repetiu em pelo menos outros sete locais, conforme reclamações nas redes sociais. Entre eles, estão Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, Hospital Rocha Maia, em Botafogo, e o Centro Municipal de Saúde Necker Pinto, na Ilha do Governador. Também houve queixa de falta de vacina para as crianças em postos como o da Casa Firjan, em Botafogo, Museu da República, no Catete, Planetário da Gávea, e Escola Municipal Cícero Pena, em Copacabana. Em entrevista ao RJTV, da Rede Globo, Daniel Soranz reconheceu ontem o problema e pediu paciência aos pais.

— Temos só 15 mil doses nesse momento. Nossa recomendação para os pais é que tenham um pouco de paciência, pois temos poucas doses em estoque — disse Soranz.

A estimativa da prefeitura é vacinar 560 mil crianças entre 11 e cinco anos até fevereiro, conforme a chegada de novas doses. Havia previsão de recebimento de 34 mil doses ainda ontem, que seriam suficientes apenas para a primeira semana.

Profissionais afastados

Enquanto o número de médicos, enfermeiros e trabalhadores da saúde cai nas unidades médicas do Rio, a procura por atendimento só aumenta. Nos hospitais particulares, segundo o diretor da Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj), Graccho Alvim, o número de atendimentos diários em emergências subiu 250% desde novembro, quando nem a influenza nem a Ômicron tinham dado as caras no estado ainda.

— Algumas unidades que antes faziam 150 atendimentos por dia agora fazem 500, 540 — informa o diretor da Aherj.

Na última segunda-feira, a Secretaria estadual de Saúde (SES) suspendeu por 30 dias a realização de cirurgias eletivas. A medida também resulta, segundo a SES, do grande número de profissionais de saúde afastados por Covid-19 e da redução no número de doações de sangue.

— Com a Ômicron, mesmo os vacinados têm transmitido o vírus, inclusive para profissionais de saúde. Mais de 20% dos profissionais se afastaram após se infectarem — diz Alvim.

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