Veja dicas para cuidar do seu pet com a chegada do verão

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**ARQUIVO** RIBEIRÃO PIRES, SP, 11.08.2017: Cachorros brincam em parque de Ribeirão Pires. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
**ARQUIVO** RIBEIRÃO PIRES, SP, 11.08.2017: Cachorros brincam em parque de Ribeirão Pires. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com o verão, o tutor deve cuidar para que o pet não sofra com problemas comuns nesta época, como desidratação, dermatites e presença de pulgas ou carrapatos.

Os dias mais quentes exigem cuidados extras com a saúde, como maior ingestão de líquidos e uso de protetor solar.

A hipertermia, ou seja elevação excessiva da temperatura do corpo, pode provocar a morte do animal, se não diagnosticada e tratada rapidamente.

Joyce Lima, veterinária que atua no departamento de Educação Corporativa da Cobasi, lembra que os cães regulam sua temperatura corporal através da língua, focinho e coxins. Por isso, quando sofrem com o calor, ficam com a respiração ofegante, língua para fora da boca, produzindo bastante saliva e prostrados.

Mas, em alguns casos, isso não é suficiente para baixar a temperatura, e o animal passa a dar sinais de que algo não está bem. "Em casos mais graves, em que só esses mecanismos são insuficientes, o animal começa a ter confusão mental, andar de forma cambaleante, pode ter vômitos, diarreias e alteração na frequência de batimentos cardíacos. Cuidado! Animais com esses sintomas precisam de auxílio veterinário urgente!", alerta.

Proliferação de pulgas e carrapatos, leishmaniose visceral e otites são outros problemas mais evidentes nessa época, segundo Marcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico da MSD Saúde Animal.

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Veja dicas de Joyce Lima para os períodos mais quentes.

- Hidratação de cães e gatos: é importante oferecer água abundante e fresca —e trocá-la pelo menos uma vez por dia; para os gatos é interessante oferecer fontes que simulam a água corrente —isso estimula o animal a consumir mais água e se manter hidratado. Suco natural de frutas, frutas congeladas e até mesmo cubos de gelo misturados na água do bebedouro são formas interessantes de estimular o animal a tomar mais líquidos;

- Passeios e protetor solar: o tutor deve evitar horários mais quentes e preferir sair com o pet antes das 8h ou depois das 20h. Além disso, não deve manter o animal em locais fechados e sem ventilação —como carros fechados) e utilizar protetor solar específico para cães e gatos, especialmente no focinho e orelhas. O ideal é que o tutor leve sempre consigo pelo menos um frasco com água fresca para o animal ingerir e se manter hidratado sempre que houver necessidade;

- Coxins: as famosas almofadinhas das patas dos cães e gatos são extremamente sensíveis a altas temperaturas e se queimam quando em contato com solos muito quentes. O ideal é que o tutor sempre teste se o solo está quente, principalmente o asfalto: ande descalço ou coloque as costas da sua mão no solo para verificar a temperatura, se estiver desagradável para o tutor, para o animal também estará;

- Piscina ou mar: Se o animal costuma entrar na piscina ou no mar, um banho com água corrente logo após é fundamental para remover resíduos de cloro ou sal e prevenir possíveis irritações na pele ou proliferação de fungos e bactérias;

- Tosa: tutores costumam achar que os pelos nos animais funcionam como as roupas para nós, aquecendo no inverno. Mas ao contrário disso, os pelos atuam como isolantes térmicos, evitando que o animal perca ou receba muito calor do ambiente: no inverno atuam como um cobertor, e no calor atuam como uma geladeira. Assim, não há necessidade e nem é recomendada a tosa no verão, pois a pele do animal pode ficar mais exposta aos efeitos do sol, à infecção por bactérias ou fungos e à infestação de pulgas e carrapatos. O ideal é o tutor realizar a tosa higiênica e a manutenção do tamanho da pelagem de forma que permita a escovação diária do animal;

- Gelo: o tutor pode oferecer gelo ao animal nos dias quente. Inclusive é uma excelente forma de incentivar o cão a beber mais água e se refrescar. No entanto, é importante que o tutor tome cuidado com a forma como esse gelo será oferecido. O ideal é que ele seja misturado à água que ele bebe —adicionado no próprio bebedouro. Não é interessante para o animal que cubos de gelo muito grandes sejam oferecidos de forma direta ou que ele receba banhos de imersão com cubos de gelo, pois isso pode ser muito agressivo à sua pele.

Marcio Barboza tira dúvidas sobre a saúde nesta época:

- Otites: O maior contato com a água para amenizar o calor pode deixar os ouvidos do pet úmidos e, como consequência, provocar inflamação. São sintomas da otite balançar a cabeça frequentemente e coçar os ouvidos, além da presença de secreção com odor desagradável. Para evitar o problema, é importante proteger os ouvidos do animal antes de qualquer prática aquática ou no banho e, em seguida, é preciso secar bem as orelhas do pet;

- Pulgas e carrapatos: a infestação não ocorre só no verão, mas é nesta época que a maior proliferação acontece e o pet pode ser acometido por esses parasitas ainda que não saia de casa ou não conviva com outros animais. Há medicamentos preventivos;

- Problemas de pele: dermatites ou inflamações de pele podem estar associadas a pulgas ou carrapatos ou ocorrer por umidade excessiva da pele. Por isso, lembre-se de secar muito bem o pet após as brincadeiras na água.

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