Veja imagens de Roberto Jefferson ao dar entrada na prisão

Ex-deputado Roberto Jefferson na prisão em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, aparece com o uniforme da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. (Foto: Divulgação/Seap)
Ex-deputado Roberto Jefferson na prisão em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, aparece com o uniforme da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. (Foto: Divulgação/Seap)

Preso desde a madrugada da última segunda-feira na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, o ex-deputado federal e ex-presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) Roberto Jefferson aparece com o uniforme da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) em imagens obtidas com exclusividade pelo GLOBO.

Nas três fotos, ele veste a tradicional camisa verde de malha em cima de uma branca e não exibe os cabelos raspados.

Nesta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes converteu a prisão em flagrante de Jefferson em preventiva, argumentando que o político "ocultou armas" durante o período em que estava em prisão domiciliar e "montou o arsenal bélico amplamente descrito pela Polícia Federal".

O magistrado afirmou que, durante o cumprimento do mandado, no domingo, em Levy Gasparian, no interior do Rio, ele reagiu com tiros e granadas, o que resultou em "um verdadeiro confronto de guerra".

O ministro ressalta que, na ação, a PF apreendeu mais de sete mil cartuchos na casa de Roberto Jefferson. Entre o material, está um fuzil com mira telescópica, uma pistola sem cano, um simulacro de pistola, além de caixas de munição de calibre 45, 9 e 38 milímetros, 250 munições de fuzil 556, munição de calibre 22, quatro carregadores de pistola calibre 45 e dois coletes à prova de balas.

Na decisão, Alexandre de Moraes também afirmou que a liberdade de Roberto Jefferson representaria um risco à ordem pública, sendo a prisão a única medida possível no atual cenário. Até então, ele cumpria prisão domiciliar por uma condenação pelos crimes de calúnia, incitação ao crime de dano contra o patrimônio público e homofobia, no âmbito do inquérito do STF que investiga as chamadas milícias digitais.

Após descumprir as restrições impostas, ao publicar um vídeo em que ofende a ministra Carmen Lúcia, ele teve a prisão domiciliar convertida em preventiva. Na chegada dos agentes na sua casa, o ex-deputado novamente voltou a se pronunciar pelas redes sociais dizendo que não iria se entregar a criticando a atuação da polícia.

Roberto Jefferson já tinha também uma condenação criminal por sua participação no Mensalão. Em 2012, ele foi condenado a sete anos e 14 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele ficou preso por 15 meses até ganhar o benefício de cumprir o restante da pena em regime aberto.