Veja o que defende cada ministro do STF sobre a Lava-Jato

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RIO - A decisão do ministro Edson Fachin que anulou as condenações impostas pelo ex-juiz Sergio Moro ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser confirmada no julgamento em plenário do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse resultado não anula a decisão tomada na terça-feira pela Segunda Turma, de que Moro agiu com parcialidade na condução do processo sobre o tríplex no Guarujá (SP), já que as ações são diferentes.

Enquanto a decisão da Segunda Turma tratou apenas do processo do tríplex, o caso a ser examinado em plenário diz respeito a todos os quatro processos contra Lula – entre eles, o do tríplex e o do sítio em Atibaia, que resultaram em condenação. Se o plenário confirmar a decisão de Fachin, estará praticamente selando o destino político de Lula. Sem as condenações, o petista ficará habilitado para concorrer nas eleições de 2022

Confira o que defende cada ministro:

Luiz Fux

O presidente do STF é um dos maiores defensores da Lava-Jato. Sempre que pode, defende publicamente os investigadores da operação em Curitiba e aprova a conduta de Sergio Moro. Em plenário, no entanto, o ministro poderia confirmar a decisão dada por Fachin.

Luís Roberto Barroso

Também defensor da Lava-Jato, o ministro costuma dizer que a operação provocou correção de rumos no combate à corrupção. A expectativa é que, em eventual votação no plenário, defenda a atuação de Moro. Mas isso não impede que ele valide a decisão de Fachin.

Cármen Lúcia

Historicamente, a ministra é defensora da Lava-Jato e costuma elogiar a atuação dos procuradores de Curitiba. A mudança de atitude, porém, começou a ficar pública no início do mês. Na terça-feira, afirmou que Moro foi parcial nas investigações contra Lula.