Veja por que, às vésperas do 5G, postes das cidades viraram objeto do desejo das empresas de telecom

RIO — O nó em que se transformaram o emaranhado de cabos nos postes na paisagem urbana é mais um obstáculo na corrida das empresas de telecomunicações para instalar as redes de 5G, a nova geração de telefonia móvel, que tem até 31 de julho para começar a operar nas capitais.

Os postes são cada vez mais disputados entre empresas de telecom e distribuidoras de energia, que não se entendem sobre quem deve arcar com o custo para reorganizar a bagunça.

Estima-se hoje que um em cada quatro postes esteja com “superlotação”, com até 60 cabos de 40 empresas disputando um espaço onde, oficialmente, só poderia haver seis pontos de ancoragem de rede.

São, nas contas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e associações do setor, de 10 milhões a 12 milhões de um total de 46 milhões de postes no país.

Técnicos de empresas que estão instalando antenas de 5G relatam dificuldades para achar espaço em postes não só em grandes vias de Rio e São Paulo. O problema está presente nas outras capitais e grandes cidades do país.

Veja como agências reguladoras tentam mediar a disputa entre teles e distribuidoras de energia, que cobram pelo uso dos postes e não querem arcar com os custos de reorganização da infraestrutura, e como essa situação pode atrasar a chegada do 5G ao país.

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