Veja quais são os bancos mais expostos na crise da Americanas, segundo avaliação do Citi

Bradesco, Santander, BTG Pactual e Itaú são as instituições financeiras mais expostas a empréstimos da Americanas, de acordo com análise do Citi.

Em relatório, os analistas do banco destacam que a exposição à varejista em relação ao total de empréstimos dos bancos é de 1,6% para o BTG, 0,6% para o Santander, 0,5% para o Bradesco, 0,3% para o Itaú e 0,1% para o Banco do Brasil.

Em relação aos valores, o Bradesco é o banco com a maior quantia de empréstimos à Americanas, com R$ 4,7 bilhões, seguido pelo Santander (R$ 3,7 bilhões), Itaú (R$ 3,4 bilhões), BTG (R$ 1,9 bilhão) e Banco do Brasil (R$ 1,3 bilhão).

"Achamos que o impacto de nossa cobertura pode variar de 1% a 7% no lucro líquido e de 0,1% a 1% em termos de patrimônio", disse o Citi, observando que Santander Brasil, BTG e Bradesco seriam os mais afetados em ambas as contas.

Na avaliação do Citi, o impacto financeiro no lucro líquido dos bancos pode variar de 3% a 7% para Santander, BTG e Bradesco. No caso do Itaú e do Banco do Brasil, o impacto deve variar de menos 1% a 3%.

"Reiteramos a nossa visão de que o caso da Americanas é mais um caso isolado do que uma tendência entre companhias, com impacto limitado sobre o setor bancário", destacam os analistas do banco.

O Citi afirma acreditar que um acordo com os credores é a solução mais provável no momento.

Desde que a Americanas comunicou as inconsistências contábeis em seus balanços, os papéis ligados ao setor financeiro sofreram perdas. Além disso, bancos recorreram, sem êxito, à Justiça para garantir o pagamento de suas dívidas.

Pelo lado da Americanas, o papel vem sofrendo cortes na recomendação por bancos e corretoras. Agências de risco também já rebaixaram a nota de crédito da empresa.