Veja quanto o trabalhador brasileiro ganha na média

Renda do trabalhador brasileiro aumentou 7,7% no último ano, apontou Pnad contínua
Renda do trabalhador brasileiro aumentou 7,7% no último ano, apontou Pnad contínua
  • Dados foram apontados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE;

  • Reajuste foi diferente para trabalhadores por conta própria, informais, de carteira assinada e domésticos;

  • Taxa de desemprego no país também caiu.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, ou Pnad contínua, apontou que a renda média do trabalhador brasileiro aumentou 7%. Realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento comparou dados do trimestre de setembro a novembro de 2021 e de 2022.

O cálculo é feito a partir do rendimento dos cidadãos. Isto inclui o valor recebido pelos trabalhadores, patrões e trabalhadores por conta própria e tem como base a renda mensal, sem acréscimos ou descontos extraordinários, como férias, ou abatimento salariais por falta.

Os aumentos de renda variaram entre as diferentes categorias de trabalhadores analisadas. Aqueles que são empregados, mas trabalham sem carteira assinada tiveram uma elevação de renda média de R$ 210, ou 13% entre um período e outro. Já os que trabalham por conta própria tiveram o maior aumento de todos, de R$ 216, ou 10,7% ao que era antes.

O reajuste para outras categorias, entretanto, foi menor. Trabalhadores de carteira assinada viram uma mudança de apenas 5,3%, ou R$ 132 a mais. Já o trabalhador doméstico teve um reajuste pequeno também, de 6,6%, ou R$ 65.

A Pnad contínua também revelou que a taxa de desemprego no país caiu. No trimestre de setembro a novembro de 2022 a taxa de desocupação ficou em 8,1%, enquanto que no período anterior, de junho a agosto, a taxa registrada foi de 8,9%. Comparado ao mesmo período do ano passado também foi possível notar a queda. Entre setembro e novembro de 2021 o resultado foi de 11,6%. Essa é a menor taxa de desemprego já registrada para um trimestre desde abril de 2015, quando o número também ficou em 8,1%.