'Vemos esse crime com muita preocupação', diz presidente da OAB-RJ sobre morte de advogado

O advogado Luciano Bandeira Arantes, presidente da seção Rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), afirmou que vê “com muita preocupação” o assassinato do ex-policial civil e advogado Carlos Daniel Dias André, de 40 anos, morto na manhã desta terça-feira em Piratininga, Niterói, Região Metropolitana do Rio, quando estava em um sinal de trânsito. Bandeira Arantes disse ao GLOBO que a entidade “vai acompanhar as investigações até o final para saber se o crime tem relação com o exercício da profissão”. Ao menos três disparos atingiram a vítima.

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— Vejo com muita preocupação esse crime. Primeiro pela violência e segundo porque Niterói é uma cidade tranquila, está próxima da capital e é importantíssima para o estado. Um crime como esse à luz do dia, as circunstâncias são muito ruins e precisam ser apuradas com o máximo rigor — disse Bandeira Antunes, que completou: — Vamos acompanhar as investigações até o fim, porque temos o interesse em saber se esse crime tem relação com o exercício da advocacia.

Para o presidente da OAB-RJ, “além de advogado, o Carlos Daniel era um cidadão”. Ele destacou ainda que integrantes da Comissão de Enfrentamento à Violência Contra Advogados (Ceva) estiveram na Delegacia de Homicídios de Niterói para acompanhar o andamento das investigações.

— A Ordem tem um interesse na solução desse crime — finalizou.

Em nota, a OAB-RJ disse que “lamenta profundamente a morte do advogado Carlos Daniel Dias André, assassinado a tiros na Região Oceânica de Niterói”. A Ordem destacou ainda que, a “seccional vem a público demonstrar indignação com a ocorrência de mais um crime bárbaro, fruto da violência que assola o Estado do Rio de Janeiro, e informa que acompanhará com atenção as investigações”.

Ao menos três pessoas já prestaram depoimento sobre o caso. Entre eles, o filho do advogado, que estava com ele no veículo — uma Hilux SUV SW4. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos, que estavam em uma moto, aproveitaram que o vidro do passageiro estava aberto e atiraram contra Carlos Daniel. Ele morreu na hora.

O advogado foi atingido no rosto, no braço, na lateral do corpo e no tórax. Segundo a DH, nenhuma linha de investigação é descartada. Durante toda a terça-feira, equipes da especializada fizeram diligências para solucionar o caso. Câmeras de segurança foram localizadas e as imagens poderão ajudar a solucionar o caso.

Um aparelho de GPS que foi encontrado próximo ao carro do ex-policial civil. Os agentes querem saber a origem do rastreador: se ele pertencia ao carro ou se foi instalado por alguém para acompanhar os trajetos feitos por Carlos Daniel. Informações preliminares dão conta que o equipamento não pertencia à empresa contratada para segurar o carro que o advogado dirigia.

A DH disse que o aparelho tem um chip que envia informações para um outro local. O equipamento caiu do carro quando Carlos Daniel perdeu o controle da direção e atingiu um outro veículo.

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