Vencedora de 'No limite', Elaine acredita que Kaysar pode se dar melhor: 'Já viveu uma guerra'

Lucas Bulhões
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Pouco mudou na vida de Elaine Melo após ter sido consagrada vencedora da primeira edição de “No Limite’’, em 2000. Depois de 21 anos da exibição do programa, a paulistana segue morando no mesmo lugar, dedicando-se à mesma profissão e sem expectativas de se manter nos holofotes:

— Segui minha vida como uma pessoa normal. Não busquei viver disso, mas o reality foi muito marcante, por isso ainda me procuram. Acredito que uma mulher ter vencido foi surpreendente para o público.

Na época, a cabeleireira conquistou R$ 300 mil reais, mas afirma que o verdadeiro prêmio foram as relações que criou após sobreviver às inóspitas dunas cearenses durante o programa. Parte do elenco segue interagindo constantemente — inclusive com Zeca Camargo, apresentador das primeiras temporadas.

Elaine se diz animada com a edição que estreia no próximo dia 11, composta apenas por ex-BBBs. Sobre o elenco, diz ter gostado de todos, e acredita que só vai conseguir apostar em alguém que possa se destacar depois de assistir a alguns episódios, pela experiência ser “capaz de mudar qualquer um’’. Para ela, no entanto, o fato de eles já terem a experiência de um outro reality pode ser até prejudicial para muitos:

— Eles vão quebrar a cara, pois não estarão confortáveis em uma casa desta vez. Não imaginam o quão difícil é aprender a passar fome, andar 20 quilômetros por dia, não ter onde tomar banho, dividir um pão para sete pessoas... Eles não fazem ideia do quão extremo é viver um “No limite’’. Talvez Kaysar se dê melhor, por já ter vivido uma guerra.

Ainda que acredite que o passado do sírio possa permitir que lide melhor com as dificuldades do jogo, a cabeleireira crê que, caso não se controle, a experiência também pode se tornar psicologicamente traumática para ele.

— Ele é espirituoso e bem humorado, mesmo tendo passado por tanta coisa, parece ser muito controlado. Mas também é possível que se lembre da guerra e isso mexa com a cabeça dele, é uma faca de dois gumes, não há como dizer que leva vantagem — explica, aproveitando para reforçar que além de físico, o jogo é também psicológico: — Apesar de ter adorado participar, eu surtei depois e tive depressão, esse jogo mostra o que há de melhor e pior dentro da gente.

Apesar de ter aprovado o retorno de ex-participantes do Big Brother, gosta mais dos grupos formados totalmente por anônimos, por não terem experiências nas câmeras e agirem "de maneira mais natural".

— Eu gosto mais de ver o povo, gente desconhecida, elas não tem noções de câmera, de espaço, do que devem falar ou não, a interação é diferente. Mas de qualquer forma, os famosos sabem agir confortaveis em uma casa, é diferente tendo que matar um animal no meio do nada — reitera.

Sobre fazer o caminho inverso, se tornando uma ex-No Limite indo ao BBB, Elaine não descarta a possibilidade, ainda que não tenha pretensões. Já em um possível retorno ao reality que lhe mostrou ao Brasil, acredita que a idade pode ser um empecilho:

— Tenho 55 anos, meus joelhos e tornozelos já não são os mesmos. Pra uma experiência tão desgastante? Difícil — brinca.