Venda de imóveis na Itália por 1 euro atrai brasileiros ao país

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Spectacular traditional Tuscany street view. Admirable medieval stone houses and paved street with flowery entrances, Pienza, Tuscany, Italy, Europe
Spectacular traditional Tuscany street view. Admirable medieval stone houses and paved street with flowery entrances, Pienza, Tuscany, Italy, Europe
  • Venda de imóveis a 1 euro começou a trazer resultados com a chegada de imigrantes a Itália;

  • Venda simbólica foi uma forma de restauração de fluxo de pessoas para regiões inabitadas;

  • Outros países pretendem seguir a ideia nos próximos anos;

A venda de imóveis na Itália por apenas 1 euro começou agora a trazer resultados surpreendentes, com muitos novos imigrantes chegando ao país. E ainda que não se encontre o imóvel dos sonhos por esse preço, é possível conquistar a casa própria pagando valores bem abaixo do mercado, de acordo com informações do portal UOL. Para isso, é necessário seguir algumas contrapartidas pedidas pelo poder público. 

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Em ideia iniciada em 2008, Vittorio Sgarbi, então prefeito da cidade de Salemi, na Sicília, teve a ideia de cobrar 1 euro por moradia do centro histórico. Em troca, o comprador assumia o compromisso de restaurar o imóvel. Assim, ele conseguiria poupar recursos públicos que teriam de ser investidos na preservação da área, valor fora do orçamento municipal, e, ao mesmo tempo, atrairia um novo fluxo de pessoas para a região. A ideia deu tão certo, segundo a revista VEJA, que foi adotada em outras 33 regiões italianas.

Preços convidativos atraem brasileiros, e outros países pretendem seguir a regra

De acordo com o portal UOL, o preço convidativo das casas atrai os brasileiros e quem dá o empurrão para as pessoas fecharem o negócio são os próprios governos regionais italianos, que garantem a dedução de impostos que cobre até 98% da obra. A contrapartida só não cobre o valor de portas internas, louças e metais de pias. Geralmente, os novos proprietários precisam reformar as casas em um determinado período de tempo e arcar com as despesas da documentação.

Os itens extras custam em média 2 mil euros, sendo que o valor pode variar dependendo do tamanho do imóvel. As chamadas casas de oportunidade variam entre 15 e 80 mil euros. Não há desconto fixo para cada imóvel. Algumas empresas ainda assessoram os futuros proprietários com as burocracias legais e tributárias e realizam a construção e o restauro dos imóveis. O serviço custa em média 9 mil euros.

Por causa do sucesso desses projetos, o primeiro-mi­nistro Mario Draghi já anunciou um plano de recuperação de aproximadamente 2,3 bilhões de euros para a reforma de pequenos centros históricos espalhados pelo país, além de vilas rurais, sítios, parques e jardins. Em algumas províncias italianas, segundo a revista VEJA, as iniciativas foram suspensas por falta de imóveis. 

Motivada pela experiência italiana, alguns países tentam repetir o mesmo sucesso. De acordo com a revista, Croácia, França e Espanha conceberam programas semelhantes. Na Croá­cia, uma vila está vendendo casas por 16 centavos de dólar sob a condição de que o comprador viva na região por pelo menos quinze anos. 

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