Vendas da Apple na Ásia despencam no final de 2018

Rafael Rodrigues da Silva
De acordo com relatórios da IDC e da Counterpoint, as vendas da Apple durante o último trimestre de 2018 caíram 20% na China e 25% na Índia quando comparadas ao mesmo período de 2017, mostrando uma tendência de perda de mercado que não deve acabar tão cedo

De acordo com dados da empresa de pesquisas IDC, a situação da Apple na China é mais complicada do que a empresa dá a entender em seu último relatório fiscal: as vendas do último trimestre no país caíram 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto as da rival local Huawei cresceram 23%.

Essa queda nas vendas significa uma redução de quase 2% da empresa na segunda maior economia do mundo, que deixa de dominar 12,9% do mercado chinês para ficar com 11,5% dele. Além da economia chinesa, que já não é a mesma de anos atrás, a IDC também coloca como fatores da queda o crescente sentimento “anti-Estados Unidos” provocado pela guerra fiscal entre o país e a China, além do fato das fabricantes locais de smartphones terem mostrado muito mais inovações em seus aparelhos no último ano do que a Apple, que continua cobrando muito caro por aparelhos que já não são os mais avançados do mercado.

Essa queda da Apple é confirmada também pela Counterpoint, uma empresa de pesquisas baseada em Hong Kong, que mostra que a empresa não está tendo problemas apenas na China, como também na Índia — outro mercado emergente de smartphones na Ásia. De acordo com os dados da Counterpoint, a Apple teve uma diminuição de 25% no número de smartphones vendidos no país em 2018, e enquanto no ano anterior a Maçã vendeu 3,2 milhões de unidades de iPhone no país, no ano passado esse número foi de apenas 1,7 milhões.

Os relatórios mostram uma preocupante tendência de queda da Apple no mercado asiático que, segundo as projeções, não deve terminar tão cedo, já que a empresa já confirmou que seus resultados fiscais para o atual trimestre deve ficar abaixo do esperado pelos analistas, e ela já está até mesmo pensando em rever sua política de preços, que faz com que os iPhones custem em diversos países até 5x do preço cobrado nos Estados Unidos.


Fonte: Canaltech