Vendas no 'esquenta' da Black Friday crescem 31%; celulares e eletromésticos são os mais buscados

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RIO — As vendas no e-commerce no esquenta da Black Friday cresceram 31% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da NielsenIQ Ebit. A pesquisa considera o período de 18 a 24 de novembro. Ou seja, de quinta-feira passada até a última quarta-feira.

O valor médio do ticket de vendas subiu 14%, para R$ 533, pressionado também pela alta dos preços, sobretudo de eletroeletrônicos, queridinhos da data comercial. Ainda segundo o levantamento, houve aumento de 11% no número de pedidos, para 5,1 milhões.

No intervalo, o faturamento teve melhor desempenho no dia 18, com aumento de 53%, e no dia 24, que registrou alta de 46%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O destaque de vendas nos sete dias da pesquisa foi o grupo de Eletrodomésticos (22%), seguido de Telefonia/Celulares (19%), Casa e Decoração (13%), Eletrônicos (9%), Informática (9%), Moda e Acessórios (5%), Perfumaria e Cosméticos (3%) e Esporte e Lazer (3%).

Segundo o Head de e-commerce da NielsenIQ Ebit, Marcelo Osanai, o aumento do número de pedidos também foi pressionado pela inflação.

"Depois de um ano muito forte para o e-commerce, era natural uma moderação levando-se em conta todo o cenário macroeconômico desafiador", afirma, em comunicado.

No segmento de e-commerce, mais da metade (52,8%) dos pedidos foram feitos com frete grátis, alta de apenas 1,5 p.p. em comparação com 2020. Por outro lado, o valor médio do frete pesou mais no bolso de quem teve que pagar: passou de R$ 37,7 para R$ 41,8.

Crescimento fora do Sudeste

A pesquisa mostra ainda que o crescimento de vendas foi mais forte fora do eixo Sul-Sudeste. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram faturamento 36%, 35% e 37% superiores aos do ano anterior, respectivamente.

Os estados do Sudeste e do Sul, que concentram boa parte do PIB brasileiro, registraram 34% e 15% de aumento nas vendas em 2021.

O fluxo de vendas segue a tendência de crescimento fora dos grandes eixos, com destaque para Centro-Oeste (18%), Norte (16%) e Nordeste (11%). O crescimento nas regiões Sudeste e Sul foi de 11% e 8%, respectivamente.

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