Vendas no varejo sobem 1,4% em maio, aponta IBGE

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RIO - As vendas do varejo brasileiro avançaram 1,4% em maio, ante alta de 4,9% em abril após revisão do IBGE, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgados nesta quarta-feira. É o segundo mês seguido de alta do setor.

Especialistas ouvidos pela Reuters previam alta de 2,4% no mês. Com o resultado, o setor acumula alta de 5,4% em 12 meses, e, agora, se encontra 3,9% acima do nível pré-pandemia.

Das oito atividades pesquisadas, sete apresentaram aumento nas vendas. A maior variação foi no segmento de tecidos, vestuário e calçados (16,8%), seguida por combustíveis e lubrificantes (6,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%).

Livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%), equipamentos e material para escritório (3,3%), hiper e supermercados (1,0%) e móveis e eletrodomésticos (0,6%) foram as outras atividades que tiveram aumento das vendas em maio.

No comércio varejista ampliado, as vendas cresceram 3,8% na passagem de abril para maio. As vendas de materiais de construção subiram 5%, enquanto as vendas nas atividades de veículos, motos, partes e peças avançaram 1%.

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, explica que os dois segmentos do varejo ampliado vêm se recuperando gradualmente, mas ainda não estão acima do nível pré-pandemia.

— Esse aumento foi puxado principalmente pelo setor de veículos, que tem uma base de comparação muito baixa e também não está nos patamares pré-pandemia, mas desde abril vem se recuperando. Material de construção também cresceu pelo segundo mês consecutivo — diz o pesquisador.

Perspectivas

Analistas e empresários do setor estimam que o avanço da vacinação tende a reduzir a necessidade de restrições à mobilidade e aumentar a confiança dos consumidores. Índice de Confiança do Comércio (ICOM), do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, subiu 2,0 pontos em junho, ao passar de 93,9 para 95,9 pontos, nível mais alto desde setembro de 2020.

Por outro lado, o desemprego que se mantém no patamar recorde, a inflação alta e o crédito mais caro, em razão da elevação dos juros, desafiam a resiliência do comércio no segundo semestre e afetam o consumo das famílias.

Segundo a última pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central, a projeção do mercado para a inflação de 2021 subiu de 5,97% para 6,07% - muito acima do teto da meta, de 5,25%.

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