Vendas de novas moradias nos EUA atingem máxima em 9 meses em dezembro

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Placa de "À Venda" do lado de fora de uma casa residencial no bairro de Queen Anne, perto do Space Needle, em Seattle, Washington, EUA, em 14 de maio de 2021. REUTERS/Karen Ducey

WASHINGTON (Reuters) - As vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos saltaram para uma máxima em nove meses em dezembro, impulsionadas por uma grave escassez de residências usadas no mercado.

As vendas de casas novas cresceram 11,9% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 811 mil unidades, maior patamar desde março, informou o Departamento de Comércio nesta quarta-feira. O ritmo de vendas de novembro foi revisado para baixo, para 725 mil unidades, ante 744 mil divulgadas anteriormente.

As vendas dispararam no densamente povoado Sul norte-americano, bem como no Meio-Oeste. Elas também subiram no Oeste, mas caíram no Nordeste dos EUA.

Economistas consultados pela Reuters previam alta nas vendas de novas moradias, que respondem por mais de 10% das negociações de casas nos EUA, para uma taxa de 760 mil unidades. As vendas de novas moradias são um importante indicador do mercado imobiliário, mas podem ser voláteis na base mensal.

As vendas caíram 14,0% em dezembro em relação a um ano antes e chegaram a tocar um patamar de 993 mil unidades em janeiro, o maior desde o fim de 2006. Cerca de 762 mil novas casas foram vendidas em 2021, queda de 7,3% em relação a 2020.

O novo mercado imobiliário está sendo sustentado por um estoque de casas usadas em mínima recorde. A demanda por habitação deve permanecer forte, mesmo com o forte aumento das taxas de hipoteca, o que, juntamente com os preços altos, reduzirá ainda mais a acessibilidade.

O preço médio de uma casa nova subiu 3,4% em dezembro frente a um ano antes, para 377.700 dólares. Havia 403 mil novas moradias no mercado, contra 397 mil em novembro.

As casas em construção representaram 65,3% do estoque, com casas pendentes de construção respondendo por cerca de 25%.

No ritmo de vendas de dezembro, a oferta de casas no mercado levaria 6,0 meses para se esgotar, período menor que os 6,6 meses de novembro.

(Por Lucia Mutikani)

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