Vendedor de Mate do Leme mostra nota fiscal para provar que usa água mineral

Danilo Perelló
Vendedor Wellerson Junior mostra que compra água mineral para fazer o seu mate

Patrimônio Cultural e Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro desde 2012, os vendedores de mate e limonada das praias são figuras comuns da orla. Com a crise da água que já toma todo o mês de janeiro de 2020, o vendedor Wellerson Junior, de 33 anos, teve uma ideia inusitada para garantir as boas vendas do produto neste verão. Ele está mostrando a nota fiscal para comprovar que prepara o produto com água mineral.

— Trabalho há 18 anos vendendo mate e sempre fiz com água mineral. Porque sempre ouvia as pessoas duvidarem da procedência da água. Meus clientes já sabem disso. Com essa questão toda da água da Cedae, passei a trazer a nota fiscal também — explica o vendedor, que trabalha na praia do Leme, onde é mais conhecido pelo apelido de Tubarão.

Morador de Guadalupe, ele garante que não está com dificuldades para comprar o produto, já que a dona do mercado onde compra já reserva as garrafas para ele. Wellerson começa com 18 litros por dia. Dependendo do movimento, ele volta para preparar mais mate e limonada.

Quanto ao valor, ele continua a cobrar R$ 5 pelo copo.

— Quando a água estava em um preço bom, não abaixei o preço. Então não faz sentido subir agora.No cartão também é esse preço. Tem outros vendedores que aumentam — explica o vendedor.