Venezuela abandona sessão de consulta da OEA e rejeita resolução

A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, em Cancún, em 19 de junho de 2017

A chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, se retirou nesta segunda-feira de uma reunião de consulta sobre a crise política em seu país, realizada pela OEA, e na qual se discute uma nova proposta de resolução.

"Não reconhecemos nem a reunião, nem quaisquer resultados desta reunião, independentemente do tom, alto, médio, baixo. A Venezuela não reconhece nenhum produto que venha desta organização", disse Rodríguez na breve coletiva concedida em Cancún.

No encontro realizado à margem da Assembleia Geral da OEA, analisavam uma terceira proposta de pronunciamento que contemplaria um pedido ao presidente Nicolás Maduro para que reconsiderasse o chamado a uma Assembleia Constituinte, garantisse o respeito aos direitos humanos e entabulasse um diálogo com a oposição com a facilitação de um grupo de países, segundo a discussão do documento que era transmitida ao vivo.

"A Venezuela se retira da sessão de consulta da OEA e antecipa o rechaço à resolução", disse Rodríguez ao assinalar que Caracas privilegiará o acompanhamento de países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

Os chanceleres iniciaram o encontro com duas propostas: os 14 países da Comunidade do Caribe (Caricom) defenderam que a solução da crise venezuelana seja "interna" e "baseada em um diálogo" entre governo e oposição, enquanto Peru, Canadá, Estados Unidos, México e Panamá impulsionaram a criação de um "grupo de contato" para acompanhar a negociação.

Segundo o debate, a proposta dos caribenhos teria sido alimentada com contribuições de outros países.

Países aliados de Caracas, como Nicarágua e Bolívia, manifestaram o seu rechaço, enquanto El Salvador pedia um recesso para uma maior discussão.

De acordo com a discussão entre os chanceleres, há um acordo para retirar essas propostas e apresentar uma terceira.

São necessários 23 votos para aprovar a resolução. A uma solicitação de El Salvador respaldada pelo México, uma vez concluída a rodada de discussões iniciais será declarado um recesso de 45 minutos para que as delegações analisem o documento e procedam para uma eventual votação.