Venezuela anuncia acusações de terrorismo contra aliado de Guaidó após prisão em rodovia

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Freddy Guevara em Caracas

Por Sarah Kinosian e Vivian Sequera

CARACAS (Reuters) - Procuradores da Venezuela informaram na segunda-feira que acusaram o político de oposição Freddy Guevara de terrorismo e traição, entre outras alegações, depois que o serviço de inteligência do país o prendeu em seu carro em uma rodovia de Caracas.

Guevara é um aliado próximo do líder opositor Juan Guaidó, que os Estados Unidos e outros países reconhecem como o presidente legítimo do país sul-americano. Guaidó disse que homens armados não identificados ameaçaram prendê-lo na manhã de segunda-feira, quando ele saía de seu apartamento para tentar ajudar Guevara.

Em um comunicado, a Procuradoria-Geral disse que pediu um mandado de prisão para Guevara devido aos seus supostos "elos com grupos extremistas e paramilitares associados ao governo colombiano".

Os incidentes ocorreram no momento em que governo e oposição se preparam para negociações planejadas para o próximo mês no México com mediação da Noruega com a meta de resolver a crise política profunda da Venezuela, disseram pessoas a par do assunto à Reuters na semana passada.

Falando na televisão estatal na segunda-feira, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou os planos de negociação, mas disse que a oposição deveria abandonar as táticas violentas antes das conversas. Sem mencionar Guevara ou Guaidó, ele disse ter provas de que alguns elementos estão planejando golpes e que os procuradores agiram com base nestas provas.

"Concordo com a mesa do México e da Noruega, mas é preciso haver condições, é preciso haver uma renúncia expressa às práticas violentas", disse Maduro, acrescentando que os EUA e a União Europeia deveriam suspender as sanções à Venezuela antes de as negociações começarem.

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