Venezuela denuncia 'atos de violência' contra missão diplomática em Lima

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Imagem de arquivo da embaixada da Venezuela em Lima, em 11 de agosto de 2017

O governo do presidente Nicolás Maduro exigiu neste domingo (21) que o Peru proteja a "integridade" dos diplomatas venezuelanos no país, denunciando "atos de violência" contra sua sede consular em Lima durante um protesto no sábado.

A Venezuela denunciou "atos de violência contra a integridade da Missão Diplomática e Consular da Venezuela em Lima (...) diante da atitude contemplativa e falta de ação por parte das forças de segurança", segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Na noite de sábado, dezenas de pessoas protestaram em Lima o assassinato de um peruano na Colômbia, supostamente nas mãos de criminosos venezuelanos. Eles exigiam justiça e pediam a expulsão de estrangeiros ilegais, de acordo com a mídia local.

Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, um dos manifestantes gritava "leve sua gente", "isso é uma merda", enquanto apontava para o portão da sede diplomática na capital peruana.

Diante dos fatos, o governo da Venezuela “exige que as autoridades peruanas garantam a integridade do pessoal diplomático e consular da Venezuela, assim como a segurança de suas sedes e instalações” e “exige pleno respeito pela integridade dos cidadãos venezuelanos que vivem no país".

“Condenamos o cruel assassinato do jovem peruano Silvano Oblitas Cántaro, ocorrido na Colômbia. Esperamos que as autoridades colombianas façam uma investigação rigorosa das circunstâncias que levaram a este lamentável crime e que os responsáveis sejam levados à justiça, independentemente de sua origem ou nacionalidade", acrescentou o comunicado.

A percepção em Lima, que tem uma população de cerca de 10 milhões, é que existe uma relação entre o aumento da criminalidade e a presença massiva de venezuelanos, indicou um levantamento da consultoria Ipsos.

Devido à crise sofrida pela ex-potência petrolífera, mais de 850 mil venezuelanos foram para o Peru, entre os 5 milhões que migraram desde o final de 2015, segundo a ONU.

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