Venezuela recebe outro envio de ajuda humanitária da Cruz Vermelha

A ajuda humanitária distribuída em cerca de vinte hospitais em 16 estados do país

Um quarto carregamento de ajuda humanitária chegou nesta sexta-feira (9) à Venezuela, procedente do Panamá, informou a Cruz Vermelha, que já soma 100 toneladas de assistência enviadas ao país com o objetivo de mitigar a profunda crise.

A remessa, que chegou ao porto marítimo de La Guaira, 30 km ao norte de Caracas, contém 11 toneladas de insumos médicos, mosquiteiros para combater a malária e sistemas automáticos de geradores elétricos, segundo um comunicado da organização.

"Com esta ajuda, queremos chegar a quem mais necessita de forma neutra, imparcial e independente", disse Mario Villarroel, presidente da Cruz Vermelha venezuelana, citado no texto.

A primeira carga de ajuda, com 34 toneladas, chegou em abril, pouco depois de o presidente Nicolás Maduro acordar com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na entrada da ajuda para este país castigado pela pior crise de sua história recente.

Esta quarta remessa segue a outros que chegaram em junho e julho.

"São insumos geridos pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho através do centro logístico da Federação no Panamá", explicou à AFP um porta-voz do organismo.

A ajuda foi distribuída em 24 centros de saúde em 16 estados da Venezuela, com o objetivo de beneficiar 650.000 pessoas ao ano, destacou o comunicado.

A Venezuela sofre com um delicado quadro de hiperinflação, que terminará 2019 em 1.000.000%, segundo o FMI.

A crise encontra sua face mais frágil na dificuldade em encontrar medicamentos, alguns escassos, e outros inatingíveis para a maioria da população.

Maduro e seus aliados atribuem as carências às sanções impostas pelos Estados Unidos, que se intensificaram nesta semana com um bloco a seus ativos no país norte-americano e ações contra qualquer empresa que negocie com o governo socialista.

Washington pressiona pela queda de Maduro, a quem considera ilegítimo, e reconhece, junto com 60 países, a Juan Guaidó como presidente interino.