"Verdades Secretas 2" está volta e aqui estão 3 pontos que envelheceram mal

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Giovanna (Agatha Moreira) e Angel (Camila Queiroz) serão rivais na segunda temporada de
Giovanna (Agatha Moreira) e Angel (Camila Queiroz) serão rivais na segunda temporada de "Verdades Secretas 2" (foto: Globo/Pedro Pinho)

A nação noveleira está animada com o retorno de Angel (Camila Queiroz) e Giovanna (Agatha Moreira). E não é para menos. Primeiro, o público está carente pela falta de novelas novas e segundo porque a primeira temporada de 'Verdades Secretas' se tornou um marco na teledramaturgia brasileira.

A trama, cheia de cenas picantes, mentiras e traições, ganhou o 'Emmy Internacional', o 'Troféu Imprensa', o 'PromaxBDA Latin America Awards', principal do marketing televisivo, troféu 'APCA' e também os 'Prêmios Extra' e 'Quem de Televisão'.

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A segunda temporada da novela promete muito mais sexo do que a primeira edição, mais mistérios e aquela dose extra de suspense. Mas, apesar de ótima, nem tudo envelheceu bem, afinal, 6 anos depois, o mundo está diferente (que bom!).

Aqui vão nossas dicas, com amor, para Walcyr:

Mulher gorda e gay de alívio cômico: não tem como!

Visky (Rainer Cadete) é um personagem gay que trabalha na agência de Fanny (Marieta Severo), e vivia em pé de guerra com Lurdeca (Dida Carneiro), outra funcionária da agência, uma mulher gorda. Ambos tinham um crush no mesmo modelo da agência e brigavam o tempo todo.

A coisa só mudava quando os dois personagens bebiam e transavam loucamente. O dia seguinte era sempre igual, ele se dizia usado por ela, e ela se dizia aproveitada por ele. Isso se repetiu várias vezes ao longo da trama.

O que seria uma ótima oportunidade, nesse ponto, para discutir sobre bissexualidade. Em vez disso, eles trocavam acusações como "sua bicha" e "sua baleia". Não tem como, Walcyr.

Além disso, essa era, teoricamente, a parte engraçada da novela. Em 2021, uma mulher gorda e um gay transando como alívio cômico de uma história? Não dá! Sexualidades são fluidas e pessoas gordas transam. Nada disso tem graça.

Visky e Lurdeca (Foto: Reprodução/TV Globo)
Visky e Lurdeca (Foto: Reprodução/TV Globo)

Representatividade e negros na tela, por favor

Na agência de modelos Fanny Models, havia uma única profissional negra Lyris (Jessica Córes), que acabou sendo morta pelo companheiro, levantando a uma discussão sobre violência doméstica e feminicídio que foi bacana.

Mas Fanny chega a dizer que Lyris está na agência por uma questão de cota. Como se para preencher uma demanda do 'politicamente correto'. Meia década depois, esse tipo de pensamento não cola mais. Sem cotas: só pessoas negras vivendo suas vidas e ocupando lugares — inclusive o protagonismo em tramas — normalmente.

Faltou representatividade em 'Verdades Secretas 1' (Foto: Reprodução/ Tv Globo)
Faltou representatividade em 'Verdades Secretas 1' (Foto: Reprodução/ Tv Globo)

Diálogos pobrinhos, que nem a Angel

Esse aspecto já é mais difícil de reparar, em se tratando de uma trama de Walcyr Carrasco. Seus personagens muitas vezes se agarram em bordões repetitivos, sem graça e o texto muitas vezes é ruim. (O que não diminui o mérito da obra).

No começo da trama, por exemplo, Giovanna chamava Angel de "a pobrinha" sem parar. Chato, chato. O texto, de maneira geral, parecia pouco natural, e a gente torce para que, 6 anos depois, os diálogos sejam melhores, à altura da grande trama que aguardamos.

Camila Queiroz (Crédito: TV Globo/Reprodução/Reprodução Instagram @camilaqueiroz)
Camila Queiroz (Crédito: TV Globo/Reprodução/Reprodução Instagram @camilaqueiroz)
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