Vereador é expulso do Patriota depois de criticar Flávio Bolsonaro e diz que 'não faz fileira com bandido'

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 09.04.2021 - O senador Flávio Bolsonaro deixa o Palácio do Itamaraty, após almoço com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 09.04.2021 - O senador Flávio Bolsonaro deixa o Palácio do Itamaraty, após almoço com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vereador paulistano e advogado do MBL (Movimento Brasil Livre) Rubinho Nunes foi expulso do Patriota.

A decisão foi tomada em convenção municipal da legenda realizada na segunda (7). O parlamentar foi denunciado por indisciplina partidária. Ele não irá recorrer da decisão.

"Eu não faço fileira com a família Boslonaro, com bandido, criminoso", diz Nunes à reportagem. "Vou tocar a minha vida bem longe deles."

Segundo o vereador, o pedido pela sua expulsão se baseou nas críticas que ele vem fazendo ao partido após a filiação do senador Flávio Bolsonaro à agremiação. "Adotei uma linha contrária [à do partido], pesada. Não concordo [com a adesão de Bolsonaro]."

"[Na convenção municipal que determinou a sua saída] eu reiterei os termos. Não estou a fim de brigar, mas não vou anuir e concordar com a presença de figuras criminosas como os Bolsonaros", segue o vereador, que se filiou ao Patriota em março de 2020 para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

Ele conta que na ocasião de sua filiação, questionou a direção nacional do partido se algum membro da família do presidente se juntaria àquela legenda. "Se sim, eu não me filiaria. Me foi garantido que jamais viria um Bolsonaro para o partido. Recentemente, perguntei de novo, e foi reiterado que eles não viriam."

"Agora teve esse fato recente, e é óbvio que eu não ia ficar quieto", afirma ele, sobre a chegada de Flávio.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, é acusado de liderar um esquema de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa, levado a cabo por meio de 12 funcionários fantasmas entre 2007 e 2018, período em que exerceu o mandato de deputado estadual.

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