Vereador bolsonarista é condenado por transfobia após atacar colega no RJ

Vereadora Benny Briolly denunciou vereador bolsonarista Douglas Gomes por transfobia (Foto: Reprodução)
Vereadora Benny Briolly denunciou vereador bolsonarista Douglas Gomes por transfobia (Foto: Reprodução)

O vereador bolsonarista de Niterói Douglas Gomes (PL-RJ) foi condenado por transfobia, após atacar a colega de Câmara Municipal Benny Briolly (PSOL-RJ).

A decisão é da última terça-feira (28) e foi proferida por uma juíza da 2ª Vara Criminal de Niterói. Douglas Gomes chamou Benny Briolly, vereadora trans, de “homem”, o que foi considerado transfobia. Por isso, foi condenado a um ano e sete meses de prisão.

Benny Briolly, que já foi alvo de ameaças e teve de deixar o Brasil por um período como medida de segurança, celebrou a decisão.

“Vereador bolsonarista, Douglas Gomes, aqui de Niterói, é o primeiro parlamentar condenado pelo CRIME de TRANSFOBIA no Brasil, por uma ação movida POR MINHA MANDATA. O criminoso recebeu ontem, no dia do orgulho LGBTQIAP+, 1 ano e 7 meses de PRISÃO!”, escreveu a vereadora.

Nas próprias redes sociais, Gomes fez novos ataques transfóbicos e reclamou da condenação. “Acabo de ser informado que foi condenado a um ano e sete meses de prisão por chamar um homem de homem”, declarou dentro do gabinete dele, com duas fotos ao fundo: do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado federal Enéas Carneiro.

Douglas Gomes ainda acusou a juíza que proferiu a decisão de ser “militante”.

Ameaças de morte

A vereadora de Niterói Benny Briolly (Psol) denunciou uma ameaça de morte, enviada no e-mail institucional do deputado estadual do Rio de Janeiro Rodrigo Amorim (PTB) – o mesmo que, em 2018, ao lado de Daniel Silveira (PTB-RJ), quebrou a placa que homenageava Marielle Franco.

A mensagem diz que o deputado já está “contando as balas” e faz ofensas de cunho racista e transfóbico contra Benny Brioli. Para a equipe da vereadora, o e-mail é uma tentativa de intimidação.

Rodrigo Amorim usou as redes sociais para dizer que o e-mail era uma montagem e negar que tenha enviado. No entanto, a mensagem repete o cunho transfóbico, usando o nome morto de Benny Brioli e se referindo a ela como “o vereador”, no masculino.

Amorim desafiou a vereadora a provar a veracidade das ameaças e ainda disse que poderia entrar na justiça contra ela.

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