Vereador preso enquanto jogava basquete em Curitiba acusa PM de racismo

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Vereador foi detido quando jogava basquete com um amigo - Foto: Reprodução
Vereador foi detido quando jogava basquete com um amigo - Foto: Reprodução
  • Renato Freitas (PT) jogava basquete com um amigo quando foi detido

  • A polícia afirma que o vereador e o outro rapaz resistiram à abordagem

  • O petista, porém, afirma que eles foram vítimas de racismo dos agentes

O vereador Renato Freitas (PT) afirmou que foi vítima de racismo da Polícia Militar no último sábado, quando foi preso enquanto jogava basquete em uma quadra de Curitiba. De acordo com o petista, os agentes também mentiram no registro do boletim de ocorrência.

Em entrevista à coluna de Guilherme Amado no site Metrópoles, Renato deu detalhes da abordagem policial. Ele e um amigo estavam na quadra da Praça 29 de Março quando os agentes, que passavam pelo local por conta de outra ocorrência, implicaram com o volume do som que o vereador e o colega ouviam.

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“O PM entrou na quadra dizendo para o meu amigo, dono da caixa de som: ‘Abaixa essa b... aí ou vou quebrar e levar para a delegacia com vocês junto’. Ele já começou a conversa num nível de tensão altíssimo. De imediato, percebi o ato claro de racismo. Havia cerca de dez pessoas na quadra. Só nós dois éramos negros. Então, perguntei por que o policial estava falando daquela forma, com preconceito. Meu amigo também questionou o agente, que respondeu: ‘O quê? Vai me bater?’”, relatou.

A ação foi filmada por testemunhas que estavam na praça e pelo próprio Renato. As imagens mostram o vereador e seu amigo sendo levados para um veículo policial, antes de encaminhados a outro carro para irem à delegacia.

Vereador está em seu primeiro ano de mandato - Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba
Vereador está em seu primeiro ano de mandato - Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba

Em diversos momentos, Renato e o amigo argumentam que não haviam feito nada, assim como dizem as testemunhas. A polícia tentou colocar a dupla no porta-malas da viatura, ao que o vereador, que é advogado, se recusou, argumentando que a ação seria ilegal.

Ainda de acordo com o depoimento de Renato, os policiais jogaram no chão a caixa de som que ele e o amigo utilizavam, quebrando o equipamento. Os agentes alegaram que foram recebidos com chutes e cuspes pelos acusados, o que não aparece nas imagens.

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“Os policiais foram vendo os vídeos e adequando a versão. Primeiro, tinham alegado que havíamos agredido, desacatado, cuspido e chutado os agentes. Era tudo mentira, como os vídeos mostravam. Depois de quatro horas e meia na delegacia, fomos liberados”, contou Renato.

Versão da polícia

No boletim de ocorrência, a PM alega que os agentes tentaram uma “resolução pacífica do conflito”, mas, diante dos atos “ríspidos” de Renato e seu amigo, “tiveram de usar de força moderada” para conduzi-los.

No documento, os policiais acusam o vereador e seu colega de desobediência, perturbação do trabalho ou sossego alheio e resistência.

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