Vereadora Erika Hilton registra BO por ameaça e relata perseguição na Câmara de São Paulo

Redação Notícias
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Brazilian trans councilwoman Erika Hilton, elected by the Socialism and Freedom Party (PSOL), poses for a photo during an interview with AFP, at the Sao Paulo City Council, in Sao Paulo, Brazil, on November 23, 2020. - Transgender candidates celebrated a series of historic wins in municipal elections last week in Brazil, where they were allowed to run for the first time under their chosen names. Hilton and another trans candidate, Thammy Miranda, both finished among the top 10 most-voted politicians for the Brazilian economic capital's 55-seat city council. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
A parlamentar de 27 anos é a primeira mulher trans a se eleger vereadora na capital paulista. (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

A vereadora por São Paulo Erika Hilton (PSOL) registrou um BO (boletim de ocorrência) por ameaça após ser perseguida por um homem nas dependências da Câmara Municipal de São Paulo.

A parlamentar de 27 anos foi a mulher mais votada para integrar a Câmara de São Paulo, 6ª na lista geral, com 50.508 votos. Ela é a primeira mulher trans a se eleger vereadora na capital paulista.

O registro na Polícia Civil foi feito na quarta-feira (27) e relata que um homem, que se identificou como “garçom reaça”, entrou no gabinete dela e insistiu para falar com a vereadora, na tarde de terça (26).

O homem, segundo o BO, portava uma bandeira usava máscara com símbolos religiosos e teria dito aos assessores de Erika que ele era uma das pessoas alvo de um processo aberto pela vereadora.

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Em janeiro, a parlamentar ingressou com uma ação na Justiça contra 50 pessoas suspeitas de realizarem ataques e ameaças transfóbicas e racistas contra ela na internet.

Antes de deixar o gabinete na Câmara, o homem entregou uma carta e pediu que fosse levada até Erika. No documento, ele relata que acompanha o trabalho da parlamentar desde foi deputada estadual na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

O homem também revelou na carta que era garçom do restaurante do Círculo Militar.

Após o ocorrido, a vereadora pediu proteção da GCM (Guarda Civil Metropolitana), e passou a andar acompanhada de um segurança particular.

Erika é a única trans eleita em 2020, mas há outras duas mulheres que não são cisgênero, ambas são parte de candidaturas coletivas: Carolina Iara, co-vereadora na Bancada Feminista (PSOL) e Samara Santana, co-vereadora no Quilombo Periférico (PSOL).