Vereadora de SP faz boletim de ocorrência por sofrer ameaça na câmara

Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
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A vereadora de São Paulo Erika Hilton (PSOL) registrou um boletim de ocorrência nesta quarta-feira (27) em razão de ter sofrido ameaça dentro do prédio da Câmara dos Vereadores de São Paulo.

Segundo a parlamentar, na terça-feira (26), um homem, conhecido como “garçom reaça”, portando símbolos religiosos cristãos, foi até seu gabinete e tentou entrar. Assessores impediram o contato. O homem já teria ameaçado a parlamentar nas redes sociais e estaria sendo processado pela vereadora.

Mulher trans, Erika Hilton foi a candidata mais votada da Câmara dos Vereadores de São Paulo entre as mulheres. Entre vereadores e vereadoras, foi a sexta colocada, com 50.508 votos.

“Essas ameaças, essas perseguições, esses episódios lamentáveis que ocorreram nos últimos dias têm a tentativa de nos paralisar, de fazer com que a nossa política pautada nos direitos humanos, na equidade, no debate racial, de classe, de gênero, seja ceifada, nós não podemos permitir e precisamos de resposta”, disse a vereadora em suas redes sociais.

A parlamentar está processando cerca de 50 pessoas que teriam cometido ameaças transfóbicas e racistas contra ela nas redes sociais. Erika Hilton pediu ainda para ser escoltada pela Guarda Civil Municipal.

Segurança

Em nota, a Câmara Municipal de São Paulo disse que o ambiente interno da Casa é seguro, com controle de acesso, identificação dos visitantes, videomonitoramento, e patrulhamento.

"Apuração interna, inclusive pelo circuito de imagens, não detectou ameaças à segurança da vereadora Erika Hilton. O material será fornecido às autoridades policiais competentes se houver a solicitação".

A Câmara informou ainda que sua Assessoria da Polícia Militar fará contato com a Secretaria de Segurança Pública para avaliar em conjunto a segurança da vereadora.

Matéria ampliada às 10h15 do dia 29/1 para incluir posicionamento da Câmara dos Vereadores