Vereadores que investigam Gabriel Monteiro solicitam veículos blindados

Seis dos sete vereadores do Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que investigam o colega Gabriel Monteiro (PL), resolveram solicitar carros blindados à direção da Casa. O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (3) com a alegação de que eles se sentem ameaçados e intimidados nas redes sociais por seguidores de Gabriel. As informações foram divulgadas pelo jornal "O Estado de São Paulo".

Os parlamentares suspeitam que são alvos de escutas clandestinas e por isso também pediram que uma varredura seja feita em seus telefones e escritórios.

Ex-policial militar, Monteiro ganhou fama nas redes sociais e seus seguidores somam mais de 23 milhões de pessoas. Segundo estimativas de especialistas em marketing, Gabriel lucra cerca de R$ 300 mil mensais com os vídeos que posta. O vereador é investigado, entre outras acusações, por assédios moral e sexual e manipulação de vídeos.

O medo dos parlamentares também aumentou depois que um ex-assessor de Monteiro, Vinicius Hayden Witeze, de 33 anos, morreu após um acidente de trânsito no dia 28 de maio. Ele dirigia o veículo que capotou em uma curva de uma estrada na Região Serrana fluminense. Três dias antes do acidente, Witeze prestou depoimento ao Conselho de Ética fazendo acusações ao vereador.

A polícia não encontrou sinais de que o incidente tenha sido provocado, mas as investigações ainda não foram concluídas. Não foram divulgados os nomes dos vereadores que pediram os veículos.

O vereador Alexandre Isquierdo (União Brasil), presidente do Conselho de Ética, alegou que antes de morrer, Vinícius disse que recebia orientação para investigar outros vereadores e por isso foi pedido a varredura nos gabinetes e nos telefones.

O relator do processo, Chico Alencar (PSOL), também afirmou estar preocupado diante das ameaças de fãs. O Conselho ouviu nesta sexta-feira duas testemunhas da defesa de Monteiro. Na próxima terça-feira, 7, será a vez do empresário Rafael Sorrilha, um ex-amigo de Monteiro que agora é alvo de críticas do parlamentar.

A defesa de Gabriel Monteiro disse, em nota, que a decisão do Conselho pela varredura é mais uma prova de que alguns de seus membros estão considerando verdadeiras as declarações das testemunhas de acusação.

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