Vereadores querem incluir bases eleitorais em vacinação prioritária em SP

ARTUR RODRIGUES
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os vereadores da cidade de São Paulo buscam contemplar suas bases eleitorais entre as prioridades de imunização em um lote de 5 milhões de vacinas que a gestão Bruno Covas (PSDB) pretende comprar. A exigência definida pelo presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), é que sejam categorias que tenham contato com o público. A gestão Covas negocia a compra de 5 milhões da Janssen, produzida pela farmacêutica do grupo Johnson&Johnson. Os vereadores pretendem incluir as categorias entre as prioridades em um projeto já aprovado sobre o Hospital 9 de Julho. Com isso, a proposta só precisaria ser aprovada em segunda votação. Os vereadores deverão conversar com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, que tem visita marcada à Câmara nesta terça-feira (23). O projeto teria caráter autorizativo, isto é, não seria uma imposição ao prefeito Bruno Covas. "É um contingente que não chega a 200 mil pessoas, um número razoável dentro do total de 5 milhões de doses de vacinas que estão sendo negociadas pela prefeitura", disse Leite. Leite, por exemplo, tem entre a sua base trabalhadores do setor do transporte público. Ele citou a categoria, junto com o funcionalismo. "São categorias que têm contato humano muito grande. Isso pode ajudar a cidade voltar à normalidade", disse. Adilson Amadeu (DEM) afirmou ser a favor de incluir os taxistas, sua base eleitoral. "O táxi é, por definição, um serviço de interesse público, assim como o transporte coletivo. Diariamente, em condições normais, os cerca de 40 mil motoristas chegam a transportar meio milhão de passageiros diariamente. O pedido de inclusão preferencial da categoria é, antes de tudo, uma questão de interesse coletivo da cidade e dos usuários do sistema", disse. O vereador Camilo Cristófaro (PSB) pediu a inclusão de motofretistas e forças de segurança. Sandra Tadeu (DEM) pediu a inclusão de coletores de lixos e sepultadores. O PSOL tinha uma emenda para a inclusão de professores, que não foi aprovada. Agora, a categoria deve ser incluída. "A minha alegria absoluta de ver avançar nessa Câmara a priorização para funcionários públicos", disse Luana Alves (PSOL).