Vereadores de SP aprovam aumento de salário de Bruno Covas em 46%

Gustavo Schmitt
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Pablo Jacob / Agência O Globo

SÃO PAULO. Numa sessão tensa e com direito a troca de insultos, a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou por 34 votos favoráveis a 17 contrários o aumento de 46% no salário do prefeito Bruno Covas, do PSDB, cuja remuneração saltará de R$ 24,1 mil para R$ 35,4 mil.

A medida também se estende aos salários do vice-prefeito Ricardo Nunes e dos secretários de governo.

Atualmente, o salário do vice-prefeito é R$ 21,7 mil e subirá para R$ 31,9 mil. Já o dos secretários sairá de R$ 19,3 para R$ 30,1 mil, uma alta de 55,95%.

O reajuste deve entrar em vigor a partir de 2022 e obedece a lei complementar 173/2020, cujo texto permitiu socorro financeiro a estados e municípios em meio à Covid-19, e que impede reajustes de servidores até dezembro de 2021.

O vereador Police Neto, um dos mais experientes da Casa, estima que o efeito cascata do reajuste resultará num aumento de R$ 500 milhões em despesas com a folha de pagamento da administração da maior cidade da América Latina. Segundo o parlamentar, a medida deve ampliar o teto do funcionalismo paulista, já que cerca de 5 mil servidores, de um total de 150 mil, recebem o valor máximo e também devem ser beneficiados com o aumento.

Em nota, a Câmara disse que o salário do prefeito, vice e secretários não era corrigido desde 2012 e estava em patamar abaixo da inflação acumulada nos últimos oito anos.

"Desde a última correção, em 2012, a inflação acumulada chega a 63,11% pelo IPCA e 100,41% pelo IGP. Importante ressaltar ainda que a correção valerá apenas a partir de janeiro de 2022".