Veredicto da ex-presidente birmanesa Aung San Suu Kyi sai em dezembro

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Aung San Suu Kyi em visita à localidade de Thayarwaddy, em 14 de março de 2019 (AFP/YE AUNG THU)
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Um tribunal da junta militar de Mianmar anunciará em dezembro o veredicto de um dos processos abertos contra a deposta governante birmanesa Aung San Suu Kyi, acusada, neste caso, de violar medidas anticovid-19 durante as eleições do ano passado - informou uma fonte próxima, nesta terça-feira (9), à AFP.

Suu Kyi, de 76 anos, foi a julgamento em junho e enfrenta várias acusações: da importação ilegal de walkie-talkies à sedição.

As acusações decorrem do violento golpe militar de fevereiro deste ano, que depôs seu governo e mergulhou o país em uma crise política e econômica.

A imprensa não terá acesso às audiências que acontecem no tribunal de Naypyidaw, a capital construída pelos militares. A junta também proibiu os advogados de Suu Kyi de falarem com jornalistas.

A ex-presidente de fato compareceu à corte nesta terça para uma audiência do julgamento sobre sua suposta violação das regras sanitárias durante as eleições de 2020.

Na próxima semana, deve testemunhar em sua defesa, segundo a mesma fonte ouvida pela AFP, acrescentando que o anúncio do veredicto está previsto para sair em 14 de dezembro. Se for considerada culpada, Suu Kyi pode ser condenada a até três anos de prisão.

O tribunal da junta também ouvirá os argumentos finais de outro julgamento contra ela - este, por incitação à desordem pública -, na conclusão de um processo que pode levar a Prêmio Nobel da Paz à prisão por décadas.

Os militares alegam que houve fraude nas eleições de 2020. Nelas, a Liga Nacional pela Democracia (NLD), de Suu Kyi, obteve uma confortável vitória sobre os militares. Muitos observadores denunciam, no entanto, que se trata de um processo político.

Nesta terça-feira, um tribunal da junta no estado de Karen (leste) condenou a ex-deputada da NLD Nan Khin Htwe Myint a 75 anos de prisão por corrupção. Segundo seu advogado, Aung Thein, a sentença inclui trabalhos forçados.

Em outubro, Win Htein, ex-congressista da NLD e aliado de Suu Kyi, já havia sido sentenciado a 20 anos de prisão por traição. Foi o primeiro membro de alto escalão da Liga condenado pela junta após um julgamento.

Este homem, de 80 anos, é um preso político há muito tempo. Passou longos períodos dentro e fora da prisão por fazer campanha contra o regime militar.

Considerado braço direito de Suu Kyi, os veículos de imprensa, nacionais e estrangeiros, recorriam a ele com frequência para saber o que pensava a líder de facto de Mianmar.

Cadeirante, Win Htein precisa de oxigênio para respirar, relata a imprensa local, pois sofre de hipertensão, diabetes e problemas cardíacos.

O golpe de Estado de fevereiro deste ano acabou com uma década de democracia no país. Desde então, os militares impõe uma sangrenta repressão contra seus opositores, com mais de 1.200 civis mortos e mais de 7.000 detidos, segundo a ONG local Associação de Ajuda aos Presos Políticos.

bur-rma/dhc/reb/mas/es/tt

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