Verstappen tem Pérez como trunfo contra Hamilton no GP de São Paulo de F1

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.11.2018: Piloto de Fórmula-1, o mexicano Sergio Pérez. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 11.11.2018: Piloto de Fórmula-1, o mexicano Sergio Pérez. (Foto: Greg Salibian/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na última etapa da F1 antes do GP de São Paulo, neste domingo (14), Max Verstappen venceu no México, mas o grande festejado pela torcida local foi, obviamente, o mexicano Sergio Pérez, companheiro do holandês na Red Bull, que chegou em terceiro --Lewis Hamilton, da Mercedes, foi o segundo colocado.

Apesar de não subir no lugar mais alto do pódio, o reconhecimento dado pelos torcedores ao piloto era mais do que um gesto de patriotismo. Refletia, também, o bom desempenho que ele tem na F1, sobretudo a partir da segunda metade do campeonato, a ponto de ser decisivo tanto na disputa entre as equipes pelo título de construtores como para ajudar Verstappen na luta para ser campeão.

Aos 31 anos, o único representante latino na principal categoria do automobilismo mundial vem de três pódios consecutivos, todos na terceira posição (México, EUA e Turquia).

No Brasil, o objetivo dele é, se possível, melhorar ainda mais o seu rendimento. Ele já esteve aqui nove vezes e nunca subiu ao pódio. Seu melhor desempenho foi em 2016, quando largou em nono e terminou como o quarto colocado, correndo pela Force India.

"Eu gostaria de estar no pódio do Brasil. É um que eu não conheço e estou realmente ansioso por isso. Eu sei que posso estar no pódio", afirmou o mexicano.

Caso consiga uma dobradinha com seu companheiro, dominando a primeira e segunda posição, além de poder diminuir a diferença para Valtteri Bottas na briga pelo terceiro lugar do Mundial, Pérez atrapalharia ainda mais a vida de Hamilton, que está 19 pontos atrás do holandês (312,5 a 293,5) --a largada da etapa brasileira está marcada para às 14h (a Band transmite).

Atualmente, o segundo piloto da Red Bull é o quarto colocado, com 165 pontos, 20 atrás de Bottas, numa briga acirrada pelo terceiro lugar do campeonato. A diferença vem caindo nas últimas etapas devido aos resultados do finlandês.

O companheiro de Hamilton na Mercedes até venceu a corrida na Turquia, mas depois foi apenas o 5º nos EUA e o 15º na última etapa, quando largou na pole e envolveu-se em um acidente na primeira volta, depois de permitir que o líder da temporada ganhasse sua posição.

Em um ano em que Verstappen e Hamilton polarizaram as disputas pelas vitórias, é o rendimento de seus companheiros de equipe que acirra a briga entre as escuderias.

Mercedes e Red Bull chegam ao Brasil separadas por a um ponto, com vantagem para os alemães: 478,5 a 477,5. Além disso, em Interlagos, o time patrocinado pela empresa de bebidas energéticas já venceu cinco vezes, enquanto o alemão ganhou quatro.

A etapa brasileira poderá ser decisiva para o desfecho da temporada. E a Red Bull desponta como favorita não só por ter vencido a última prova aqui, em 2019 --não houve corrida no Brasil em 2020 por causa da pandemia de Covid-19--, mas pela consistência que os carros da equipe vem demonstrando --Verstappen, por exemplo, conquistou 9 vitórias e 9 poles contra 5 triunfos 3 poles de Hamilton.

Bottas e Pérez, por sua vez, venceram uma corrida cada, mas o finlandês tem mais pódios do que o rival, 9 contra 5. A diferença ocorre, principalmente, porque o mexicano demorou para se adaptar ao carro de sua equipe no início da temporada.

Para Christian Horner, chefe do mexicano, o piloto ganhou maior confiança quando entendeu os conceitos de seu veículo. "Isso começou após as férias de verão. Acho que as performances dele melhoram mais e mais", afirmou.

O próprio piloto reconhece que sofreu no início, mas já vislumbra uma temporada mais competitiva e até brigar pelo título em 2022.

"Nas próximas quatro etapas quero estar na altura dos melhores para iniciar o próximo ano. Espero que a Red Bull possa ter uma temporada competitiva com esta", disse.

Na reta final do campeonato, ele pode ganhar moral dentro da escuderia caso consiga ajudar Verstappen a levar o título inédito, além de garantir para a Red Bull o quinto título de construtores.

"Nós estamos em uma luta apertada com a Mercedes, então todo ponto importa. Precisamos manter esse bom momento para ganhar o Mundial de equipes", completa o mexicano.

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