Veterano da Apple se juntará à Google para trabalhar no substituto do Android

Jessica Pinheiro

A Google está se preparando há algum tempo para substituir o Android e o Chrome por um sistema operacional unificado, até então chamado de Fuchsia. O objetivo é que ele funcione bem tanto em smartphones, tablets e computadores quanto em aparelhos como alto-falantes inteligentes.

Um relatório divulgado anteriormente, inclusive, sugere que a Google lançará o Fuchsia primeiro para smart speakers e só depois para smartphones. E ainda que a gigante de tecnologia tenha negado o desenvolvimento do dito sistema operacional, a suposta contratação de um veterano da Apple confirma que o software realmente existe.

Bill Stevenson trabalhou para a Apple por 14 anos; agora ele se juntará à Google a partir de fevereiro. A novidade foi divulgada pelo próprio engenheiro em uma publicação em seu LinkedIn: “Estou feliz em compartilhar que em fevereiro me juntarei à Google para ajudar a trazer um novo sistema operacional chamado Fuchsia para o mercado”.

O Fuchsia deverá funcionar em todos os dispositivos Google como um sistema integrado. (Imagem: How-To Geek)

Stevenson começou a trabalhar na na Apple em 2004 como engenheiro de lançamento de produtos para OSX e se tornou gerente sênior de programas de engenharia em 2008. Quatro anos depois ele virou gerente sênior para Mac e de gerenciamento de programas para Windows. Ele também participou de todos os lançamentos de sistemas operacionais nesse período, do Lion até o Mojave.

Em seu currículo ainda consta supervisão de softwares como AirPlay, Find my Mac, iCloud para Mac e AirDrop, além de trabalhos com terceiros, outras equipes de aplicativos e também de hardware da Apple.

Nessa longa estrada da vida

Segundo informações da própria Google, divulgadas em meados de 2018, serão necessários mais três anos para lançar os primeiros alto-falantes inteligentes com o Fuchsia. Depois disso, a empresa precisará de mais dois anos para disponibilizá-lo em smartphones e computadores. Isso significa que ainda há, aparentemente, um longo caminho até a Google de fato substituir o Android.

Vale lembrar que em dezembro de 2018 a companhia também lançou a primeira versão estável do Flutter, um novo kit de codificação para desenvolvedores que permite criar apps para iOS, Android e Fuchsia. Por fim, através de testes feitos recentemente, foi comprovado que aplicativos Android poderão rodar no novo sistema operacional, o que indica que a Google quer executar uma transição como se fosse um processo contínuo.

Fonte: Canaltech