Vettel se une a Hamilton e usa tênis nas cores LGBTQIA+ na Arábia Saudita

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JEDDAH, SAUDI ARABIA - DECEMBER 02: Sebastian Vettel of Germany and Aston Martin F1 Team talks in the Drivers Press Conference during previews ahead of the F1 Grand Prix of Saudi Arabia at Jeddah Corniche Circuit on December 02, 2021 in Jeddah, Saudi Arabia. (Photo by Hassan Ammar - Pool/Getty Images)
Piloto alemão se manifestou, novamente, contra regimes que atacam os direitos humanos. Foto: (Hassan Ammar - Pool/Getty Images)

Atuante nas causas sociais e, principalmente, na valorização dos direitos humanos, o piloto alemão Sebastian Vettel, que corre pela Aston Martin, fomentou uma corrida de kart feminino e utilizou um tênis com as cores da bandeira LGBTQIA+ na Arábia Saudita às vésperas do GP da Fórmula 1, o primeiro da história da companhia no país do Oriente Médio.

No país que é comandado pelo príncipe Mohammad Bin Salman, a homossexualidade pode ser punida com penas que chegam, até, à pena de morte. Mulheres foram permitidas penas no ano de 2018 a dirigir no país, mas não têm liberdade total para controlar os automóveis.

Piloto alemão se manifestou, novamente, contra regimes que atacam os direitos humanos. Foto: (Reprodução/Redes sociais)
Tênis utilizado por Vettel na Arábia Saudita. Foto: (Reprodução/Redes sociais)

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O piloto alemão apareceu com um tênis com as cores do arco-íris, que representam a comunidade LGBTQIA+, em um vídeo publicado por Matt Bishop, chefe de comunicação da montadora Aston Martin. Lewis Hamilton, da Mercedes, declarou não estar confortável no país árabe pelas questões humanitárias na Arábia Saudita. O regime controlador do país determina que mulheres necessitam de autorização de um homem para casarem-se, pedir o divórcio, abrir empresas, viajarem e deixarem a cadeia e abrigos.

No ano de 2018, quando as mulheres foram autorizadas a dirigirem e frequentarem estádios de futebol, houve um processo de flexibilização das imposições às regras.

O país é acusado de prender e executar opositores ao governo, como o caso de Jamal Khashoggi, jornalista que foi vítima de homicídio na embaixada da Arábia Saudita na Turquia em 2018.

A ida da Fórmula 1 para a Arábia é considerada um ato de sportswashing, quando se faz uso do esporte para limpar a imagem do país. 

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