Viúva de Breno Silveira presta homenagem ao cineasta, após um mês de morte em set de filme

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No dia em que se completa um mês da morte de Breno Silveira — o cineasta foi vítima de um infarto fulminante durante a filmagem do longa inédito "Dona Vitória", protagonizado por Fernanda Montenegro —, a mulher do diretor, a roteirista e jornalista Paula Fiúza, prestou uma homenagem ao marido por meio das redes sociais.

Os dois estavam casados há dez anos e viviam na casa que foi de Tom Jobim, no alto do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. A dupla trabalhava junto, pela primeira vez, em "Dona Vitória", filme baseado na vida de uma mulher que desmontou uma quadrilha carioca de traficantes e policiais a partir de filmagens feitas da janela do seu prédio, no bairro de Copacabana, no Rio. Sua história foi contada por meio de uma série de reportagens do jornal "Extra", de autoria do jornalista Fábio Gusmão, e que depois também virou livro.

"Um mês hoje. A vida ficou atrás de um vidro embaçado sem ele. Só enxergo através de fotos. Só vejo onde ainda existe esse colo", escreveu Paula, no Instagram.

Breno Silveira dizia que a realidade o perseguia. Desde que dirigiu "Dois filhos de Francisco" (2005) , cinebiografia de Zezé Di Camargo & Luciano que se tornou o maior sucesso do cinema nacional desde a Retomada, o cineasta era constantemente abordado nas ruas. "Todo mundo chega pra mim e diz: 'Tenho uma história maravilhosa para um filme, você precisa escutar sobre a minha vida porque ela dá um filme'", contou ele, numa entrevista. Pelo filme, Breno ganhou o Prêmio Faz Diferença do GLOBO de 2005 na categoria Cinema do Segundo Caderno.

O cineasta sabia levar os fatos para a telona. Formado na Escola Louis Lumière de Paris, ele se destacou por produções populares e elogiadas pela crítica. Fenômeno de bilheteria, "Dois filhos de Francisco" levou 5,3 milhões de espectadores aos cinemas e arrecadou mais de R$ 34 milhões, ultrapassando, à época, o recorde de "Carandiru" (2003), de Hector Babenco.

— Esse filme mudou minha vida para sempre — ressaltou o cineasta ao GLOBO, em 2020.

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