Viaduto na marginal Tietê que dá acesso à Dutra é fechado sob risco de ceder

Willian Moreira/Futura Press
Willian Moreira/Futura Press

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo interrompeu o trânsito no viaduto da pista expressa da marginal Tietê, no acesso à rodovia Dutra, após vistoria constatar risco na estrutura. O tráfego foi bloqueado no fim da tarde desta quarta-feira (23).

A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), porém, não soube informar se o viaduto cedeu. No fim de novembro, parte de viaduto na marginal Pinheiros, na altura do parque Villa-Lobos, cedeu e criou um degrau de cerca de dois metros na estrutura. A administração prevê para maio a retomada do trânsito no viaduto, quando as obras devem ser concluídas.

O trânsito foi interrompido em um importante acesso da capital a dois dias do feriado municipal do aniversário de São Paulo.

A alça de acesso da pista expressa da marginal Tietê para a Dutra estava na primeira lista de estruturas viárias que necessitam passar por uma vistoria mais detalhada na capital.

A relação foi elaborada após a prefeitura pedir ao TCM (Tribunal de Contas do Município) autorização para contratar de forma emergencial, e sem licitação, empresa para realizar vistoria estrutural em 34 pontes e viadutos da capital.

Após o viaduto na marginal Pinheiros ceder, a gestão Covas revelou em documento enviado ao TCM que não possui informações sobre a real condição de uso das pontes e viadutos da cidade. A grande maioria das estruturas nunca havia passado pela chamada vistoria detalhada, apenas a visual, em que técnicos fazem a avaliação de forma superficial.

A relação foi uma exigência do TCM para liberar a contratação emergencial de empresas que vão apresentar em até quatro meses um laudo detalhado das estruturas viárias.

A alça de acesso da pista expressa da marginal Tietê para a Dutra foi uma das oito estruturas que passaram por essa vistoria superficial da prefeitura recentemente e foram avaliadas como problemáticas e, portanto, consideradas aptas a serem avaliadas de forma detalhada por uma empresa terceirizada.

Na semana passada, o prefeito afirmou que a administração irá concluir a vistoria superficial das 73 pontes e viadutos que constam no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) do Ministério Público.

Há mais de dez anos, o Ministério Público cobra da Prefeitura de São Paulo maior rigor na manutenção dessas construções.

Um TAC firmado em 2007, na gestão Gilberto Kassab (PSD), obrigou o município a criar um programa de manutenção para pontes, viadutos, galerias e túneis.

Como o TAC não foi cumprido, a prefeitura tenta, agora, reverter na Justiça a aplicação de multa de R$ 34 milhões.

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