Vice boliviano diz ter superado a covid duas vezes com medicina ancestral

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O presidente boliviano Luis Arce (C) e o vice-presidente David Choquehuanca (E), acenam ao lado do ex-presidente boliviano (2006-2019) Evo Morales (D) em Caracollo, em 23 de novembro, 2021 (AFP/AIZAR RALDES)
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O vice-presidente da Bolívia, o aimará David Choquehuanca, revelou nesta quinta-feira (30) que contraiu covid-19 duas vezes e que superou a doença com o uso de remédios ancestrais, chegando até a comer grama.

“Eu peguei o coronavírus pela primeira vez e superei com a medicina ancestral (...) Aí me atingiu de novo e superei com a medicina natural”, afirmou a segunda autoridade do país.

Entrevistado pela rádio privada Fides, Choquehuanca, chanceler do ex-presidente Evo Morales (2006-2019), garantiu que, por ter contraído o vírus duas vezes, seu corpo adquiriu "imunidade".

“Existem duas maneiras de adquirir imunidade: natural e artificialmente (vacinas) e eu adquiri imunidade natural”, afirmou.

Não especificou quando adoeceu, mas garantiu que em ambas as ocasiões utilizou a medicina tradicional ou ancestral.

Ele explicou que consumia uma mistura "cúrcuma, gengibre, cebola, alho, mel" que preparava para beber pela manhã, além de "mel com limão".

Choquehuanca também lembrou que mascava folhas de coca, misturadas com bicarbonato, uma prática antiga na Bolívia, principalmente entre os camponeses aimarás e quíchuas, que são maioria no país.

"Coca com 'bico' (bicarbonato), isso é muito bom", disse Choquehuanca e "Eu até comi grama", disse ele.

Os povos indígenas da Bolívia têm mostrado relutância em se imunizar e optam pelo consumo de plantas naturais, principalmente em infusões.

O vice-presidente se tornou foco de polêmica na Bolívia quando a imprensa local noticiou que ele não havia tomado nenhuma das vacinas contra a covid-19.

O nome de Choquehuanca não consta no banco de dados do Ministério da Saúde.

A oposição exigiu que o alto funcionário seja vacinado e dê o exemplo, em meio a um aumento dos casos da quarta onda que atinge o país.

A Bolívia registrou na quarta-feira um novo recorde, desde o início da pandemia em março de 2020: 6.149 infecções em um dia.

Choquehuanca disse que, para esclarecer a polêmica, será vacinado pela primeira vez "nos próximos dias", apesar de afirmar estar imunizado naturalmente.

A Bolívia, com 11,5 milhões de habitantes, somou mais de 591.770 infectados e mais de 19.650 mortos pela covid-19.

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